terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bólido registrado por uma câmera em um carro de polícia

Aqui havia duas correções importantes. Para o bólido do Texas de 1º de fevereiro de 2012, encontrei confirmação do registro pela câmera da viatura de Little River-Academy, mas não evidência segura de que sua órbita heliocêntrica tenha sido posteriormente determinada; por isso, retirei essa afirmação. ([Space][1]) Já **Peekskill** e **Park Forest** tiveram trajetórias e órbitas efetivamente determinadas a partir de registros instrumentais. ([Nature][2]) Também corrigi Berduc: a queda ocorreu em **7 de abril de 2008, às 01h02m28s UTC**, e a reconstrução produziu uma família de soluções orbitais, não uma órbita única extremamente precisa. ([ResearchGate][3]) Mantive o tom pessoal do Blogger e modernizei o vídeo. ```html

Um bólido muito brilhante cruzou o céu do Texas, nos Estados Unidos, na noite de 01/02/2012 e foi registrado pela câmera instalada em uma viatura da polícia de Little River-Academy. O evento foi observado em uma extensa região, com relatos vindos de diferentes pontos do Texas e até de áreas vizinhas.

Registros desse tipo são cientificamente valiosos. Quando um mesmo bólido é observado de diferentes locais, com informações precisas sobre posição, horário e direção, é possível reconstruir sua trajetória atmosférica e, em condições favoráveis, determinar a órbita heliocêntrica do meteoroide antes de sua entrada na atmosfera. Foi o que ocorreu, por exemplo, com os bólidos que deram origem aos meteoritos Peekskill, em 1992, e Park Forest, em 2003.

Na América Latina, um caso interessante foi o meteorito Berduc, cuja queda ocorreu na Argentina em 07/04/2008, às 01h02m28s UT. O bólido, extremamente brilhante, foi observado por centenas de pessoas na Argentina e no Uruguai e também registrado por sensores de satélite e por infrassom. A partir desses dados, pesquisadores reconstruíram sua trajetória e obtiveram possíveis soluções para a órbita do meteoroide, indicando uma origem provável no cinturão principal de asteroides.

E no Brasil? Evidentemente, eventos semelhantes também ocorrem por aqui. No final de 2009, tive notícia de um grande bólido observado em Salvador e em diversas cidades da Bahia. Segundo os relatos que recebi na época, o objeto percorreu o céu aproximadamente na direção sudeste-noroeste e foi avistado ao longo de uma região muito extensa. W. Carvalho se interessou pela possibilidade de procurar eventuais meteoritos, enquanto eu pretendia reconstruir a trajetória e, se os dados permitissem, estimar a órbita do meteoroide.

O problema é que informações fundamentais, como o azimute e a altura do bólido vistos de diferentes localidades, além do instante preciso de cada observação, não foram coletadas de forma sistemática. Sem esses dados, a reconstrução tornou-se inviável. A ideia acabou se volatilizando, assim como o meteoroide baiano.



``` Acho que o final **“A ideia acabou se volatilizando, assim como o meteoroide baiano”** merece ser mantido: tem bastante cara de postagem pessoal de blog e fecha o texto com humor sem sacrificar a precisão científica. [1]: https://www.space.com/14502-texas-fireball-meteor-police-video.html?utm_source=chatgpt.com "Fireball Over Texas Caught by Police Car Video Camera | Space" [2]: https://www.nature.com/articles/367624a0?utm_source=chatgpt.com "The orbit and atmospheric trajectory of the Peekskill meteorite from video records | Nature" [3]: https://www.researchgate.net/publication/227726167_The_Berduc_L6_chondrite_fall_Meteorite_characterization_trajectory_and_orbital_elements?utm_source=chatgpt.com "The Berduc L6 chondrite fall: Meteorite characterization, trajectory, and orbital elements | Request PDF"

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...