Blog de divulgação científica em Astronomia e ciências afins, com textos sobre observação do céu, astrofotografia, ensino de Astronomia, tecnologia e curiosidades do cotidiano.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
C/2011 W3 (Lovejoy) - (2)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Trabalhos Recentes Publicados
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
C/2011 W3 (Lovejoy) - (1)
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| (1) - C/2011 W3 no horizonte de Boa Esperança do Sul. |
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
C/2011 W3 (Lovejoy) - (0) - Aprendendo a fotografar um cometa rasante solar
sábado, 17 de dezembro de 2011
Esperando um grande meteoro....
A detecção de um fireball com potencial para produzir meteoritos é um dos resultados mais aguardados por quem se dedica à observação de meteoros. Eventos muito brilhantes podem atingir magnitudes comparáveis à da Lua cheia, cerca de −13, embora apenas uma parcela deles esteja associada à queda de meteoritos.
Um modelo baseado na distribuição das magnitudes aparentes de 49 meteoros registrados pela RBDM entre julho e outubro de 2011 foi utilizado para estimar a frequência de eventos muito brilhantes. A extrapolação do ajuste sugere que um fireball de magnitude próxima a −13 ocorreria aproximadamente uma vez a cada mil detecções. Esse valor, entretanto, deve ser interpretado com cautela, pois a amostra contém poucos meteoros brilhantes e a magnitude −13 está muito além do intervalo efetivamente observado. Além disso, os próprios dados apresentam desvios em relação ao ajuste exponencial.
Em todo caso, considerando que detectei um bólido com pico de magnitude −4,4 após cerca de 650 horas de observação, provavelmente ainda terei de esperar algum tempo até registrar um evento muito mais brilhante.
| Câmera da Estação do Barbalho no início de mais uma noite de observação. Foto de 06/12/2011, às 18:14 (21:14 UT). Vênus é visível próximo ao horizonte. Esta imagem foi publicada em minha tese de doutorado na UFBA. |
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Câmera da RBDM durante uma sessão observacional. Imagem obtida em 11/12/2011, às 03:23 (06:23 UT). A Lua é visível próxima ao horizonte, a noroeste. |
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Cometa Lovejoy
O C/2011 W3 (Lovejoy) é um cometa rasante solar pertencente à família de Kreutz. Cometas desse tipo seguem órbitas extremamente próximas ao Sol, a ponto de muitos se desintegrarem ou colidirem com a superfície solar durante o periélio.
Uma das hipóteses mais aceitas para a origem da família de Kreutz é que ela se formou a partir da fragmentação de um grande cometa progenitor. Com base na análise das órbitas de alguns de seus membros, acredita-se que esse corpo original possa ter sido o chamado Grande Cometa de 1106.
Diferente da maioria dos cometas de Kreutz, o cometa Lovejoy apresenta características incomuns. Estima-se que seu núcleo tenha algumas centenas de metros de diâmetro, o que o torna pelo menos dez vezes maior que o tamanho típico dos objetos dessa família. Seu periélio ocorreu em 16 de dezembro (UT), quando atingiu uma distância mínima da superfície solar ligeiramente superior à metade da distância entre a Terra e a Lua.
Durante essa passagem próxima ao Sol, o cometa sofreu a desconexão da cauda de poeira (indicada por seta), um fenômeno resultante da intensa interação com o vento solar. A imagem apresentada abaixo mostra a trajetória do cometa a partir da sobreposição de sete registros obtidos pela câmera LASCO C3 do satélite SOHO.
vídeo foi gerado a partir de imagens obtidas na faixa do UV por um instrumento a bordo do SDO. A velocidade do movimento foi muito exagerada. Fonte: Space Weather Vídeo informativo e esteticamente bem produzido do site de divulgação de física solar The Sun Today, sobre o cometa C/2011 W3. |
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
(2060) Chiron
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Aplicativo para Contagem de Meteoros
O Meteoroid Environment Office (MEO), da NASA, desenvolveu um aplicativo gratuito para a coleta de dados sobre meteoros: o Meteor Counter. Disponível no iTunes, o aplicativo foi criado para dispositivos Android.
O Meteor Counter permite registrar a faixa de magnitude dos meteoros, segundo o padrão da International Meteor Organization (IMO), além do instante da observação e da localização geográfica do observador. Após o registro, os dados são enviados automaticamente ao MEO para análise.
O objetivo da iniciativa é auxiliar na identificação de novas chuvas de meteoros e na determinação da distribuição de massa dos meteoroides que colidem com a Terra.
Abaixo, o vídeo sobre o Meteor Counter:
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
ISS em Fevereiro de 2001
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| ISS em 16 de fevereiro de 2001. Fonte: NASA |
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Lunokhod 2
O Lunokhod 2, cujo nome significa aproximadamente “caminhante lunar”, foi um rover soviético lançado em janeiro de 1973. Ele chegou à Lua a bordo da sonda Luna 21, que pousou no interior da cratera Le Monnier em 15 de janeiro de 1973.
Durante cerca de quatro meses de operação, o veículo percorreu uma extensa trajetória pela superfície lunar. A distância estimada durante a missão era de aproximadamente 37 km, mas medições posteriores, realizadas a partir das marcas deixadas pelo rover e identificadas em imagens da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), indicaram um percurso total de cerca de 39 km.
O Lunokhod 2 realizou estudos das propriedades do regolito e do ambiente lunar, além de produzir cerca de 80 mil imagens de televisão e dezenas de panoramas da superfície.
Sua missão terminou em maio de 1973 após um acidente aparentemente simples. O rover entrou em uma pequena cratera e, ao sair, sua tampa tocou o terreno, acumulando poeira lunar. Quando a tampa foi posteriormente fechada, parte dessa poeira acabou depositada sobre o radiador. O sistema de controle térmico perdeu eficiência, a temperatura interna aumentou e as comunicações com o veículo cessaram.
O rover também transportava um retrorefletor destinado a experimentos de determinação precisa da distância entre a Terra e a Lua por meio de pulsos de laser. Mesmo depois do fim da missão, o retrorefletor do Lunokhod 2 continuou sendo utilizado em experimentos de lunar laser ranging.
Um episódio particularmente interessante, e frequentemente confundido com a história do Lunokhod 2, ocorreu com o Lunokhod 1. A posição final desse primeiro rover soviético permaneceu incerta durante décadas. Em 2010, imagens obtidas pela LRO permitiram determinar sua localização com precisão suficiente para que seu retrorefletor voltasse a ser atingido por pulsos de laser enviados da Terra.
O resultado foi surpreendente: o sinal refletido pelo Lunokhod 1 mostrou-se muito mais intenso que o obtido rotineiramente do Lunokhod 2, chegando, nas primeiras medições, a apresentar um retorno aproximadamente cinco vezes maior.
Quase quarenta anos depois do fim das missões, os dois pequenos veículos soviéticos continuavam, portanto, contribuindo para experimentos científicos realizados a partir da Terra.
domingo, 11 de dezembro de 2011
C/1996 B2 (Hyakutake)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Nova Velorum 1999
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Shenzhou-2
As manchas marrons nas imagens foram causadas pelo mau armazenamento das fotografias.
Estas observações me motivaram a escrever um artigo sobre o programa espacial chinês, publicado na Revista ComCiência.
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| Imagem 1 |
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| Imagem 2 |
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Kepler-22b
Kepler-22b possui cerca de 2,1 vezes o raio da Terra e completa uma órbita em aproximadamente 290 dias, a uma distância média de 0,81 unidade astronômica de sua estrela. Seu tamanho, entretanto, não permite determinar por si só sua composição. O planeta pode possuir uma estrutura muito diferente da terrestre, e ainda não sabemos se apresenta uma superfície sólida, uma atmosfera espessa ou uma grande quantidade de materiais voláteis.
O aspecto que tornou sua descoberta especialmente interessante é sua localização na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol. Essa é a região em torno de uma estrela na qual, sob condições atmosféricas adequadas, poderia existir água líquida na superfície de um planeta.
Kepler-22b foi anunciado em 2011 e tornou-se o primeiro planeta confirmado pela missão Kepler orbitando na zona habitável de sua estrela. Isso, porém, não significa que o planeta seja necessariamente habitável, muito menos que possua oceanos ou vida. A presença de água líquida depende não apenas da distância à estrela, mas também de fatores como composição, massa, atmosfera, albedo e efeito estufa.
O próprio Sistema Solar mostra por que é preciso ter cautela. Vênus, Terra e Marte apresentam condições superficiais extremamente diferentes, apesar de serem planetas vizinhos. Estar na zona habitável é, portanto, uma condição potencialmente favorável à presença de água líquida, e não uma garantia de habitabilidade.
Abaixo segue o vídeo da conferência de imprensa da NASA sobre a descoberta:
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
C/2001 A2 (LINEAR)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Robôs Espaciais Soviéticos
sábado, 3 de dezembro de 2011
50ª detecção de um meteoro pela estação Barbalho
Este foi o quinquagésimo meteoro registrado por minha câmera de monitoramento. O evento ocorreu às 04h04 (07h04 UT) de 20/09/2011.
O meteoro apresentou um aumento abrupto de brilho, atingindo magnitude máxima estimada em −5,5, seguido de uma queda acentuada, como mostra a curva de luz. Esse comportamento é compatível com um episódio de fragmentação intensa do meteoroide, possivelmente associado à ruptura de uma estrutura pouco coesa.
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RBDM50 - Soma de 10 frames de 0,033s. A explosão ocorre no pico de brilho (seta) |
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O astrônomo recomenda: "Apollo 13"
Teorias conspiratórias sobre as missões lunares continuam circulando, enquanto filmes como "Apollo 18" e "Transformers: O Lado Oculto da Lua" exploram, como ficção, versões alternativas relacionadas ao programa Apollo. Para quem ainda tem dúvidas sobre os pousos lunares, vale consultar a análise do "Bad Astronomy" sobre o tema e, sobretudo, as imagens e dados dos locais de pouso das seis missões Apollo que chegaram à superfície lunar entre 1969 e 1972, obtidos pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Antes de repetir uma afirmação extraordinária, é melhor confrontá-la com as evidências disponíveis.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
C/2007 W1 (Boattini)
O cometa C/2007 W1 (Boattini) foi observado nos dias 20, 21 e 26 de abril e 4 e 5 de maio de 2008 (UT), em Salvador, utilizando um telescópio Meade 12" LX200 GPS acoplado a uma câmera CCD SBIG ST-7XME. As imagens foram obtidas com tempo de exposição de 30 segundos, sem o uso de filtros. O objetivo das observações foi investigar possíveis variações periódicas no brilho da coma que pudessem estar relacionadas à rotação do núcleo cometário.
A curva de luz obtida é apresentada na Figura 1. As magnitudes instrumentais do cometa e das estrelas de campo foram determinadas utilizando uma abertura fotométrica correspondente a quatro vezes o valor mediano do seeing estelar. Embora a utilização de uma abertura relativamente grande reduza a relação sinal-ruído, ela diminui significativamente o risco de introdução de variações fotométricas espúrias causadas por mudanças no seeing, conforme discutido por Licandro et al. (2000).
A análise dos dados indicou como solução candidata uma periodicidade de 13,51 ± 0,01 horas. Entretanto, esse valor deve ser interpretado com cautela. Embora as observações estejam distribuídas ao longo de aproximadamente quinze dias, o tempo total efetivamente amostrado foi de apenas cerca de sete horas, repartido entre cinco noites, deixando uma parcela significativa da curva de fase sem cobertura observacional. Nessas condições, a janela temporal dos dados pode produzir aliases e soluções periódicas espúrias. A incerteza de ±0,01 hora corresponde, portanto, apenas à precisão formal da solução encontrada e não representa adequadamente a incerteza real na determinação do período.
Apesar dessas limitações, a curva de luz mostra variações coerentes do brilho da coma em escalas de algumas horas, com amplitude da ordem de alguns décimos de magnitude. Como se observa na Figura 1, determinados conjuntos de dados apresentam uma evolução sistemática do brilho, embora exista uma dispersão considerável e grandes intervalos de fase sem observações. Os resultados são, portanto, compatíveis com uma modulação da atividade cometária associada à rotação do núcleo, mas não permitem determinar de forma inequívoca seu período de rotação.
O cometa C/2007 W1 apresentava uma órbita osculadora ligeiramente hiperbólica durante sua passagem pelo Sistema Solar interno. Estudos dinâmicos indicam que o objeto provavelmente se originou na Nuvem de Oort e que sua órbita foi significativamente modificada durante sua passagem pela região planetária. Wiegert et al. (2011) associaram o cometa à chuva de meteoros Craterídeos Diurnos e argumentaram que ele teria passado recentemente de uma órbita ligada para uma órbita nominalmente hiperbólica, possivelmente em consequência de uma perturbação gravitacional por um planeta gigante.
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| Fig. 1 – Curva de luz de C/2007 W1 em função da fase correspondente à solução candidata de 13,51 horas. |
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Kitt Peak pode fechar com cortes no orçamento da NSF
1999 AQ10
A análise da curva de luz resultou em um período de rotação de 2,79 ± 0,02 horas e amplitude de 0,205 ± 0,005 mag. Uma curva de luz alternativa foi obtida por S. Casulli.
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| Espectro de potência utilizado na busca pelo período de rotação mais provável. |
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| Curva de luz de 1999 AQ10 ajustada a um período de 2,79 ± 0,02 horas. |
sábado, 26 de novembro de 2011
Canhão Atômico
O uso de canhões para lançar armas nucleares foi uma realidade durante quase 40 anos nos arsenais dos EUA e da URSS. Essas armas foram desenvolvidas para serem utilizadas contra inimigos próximos. O primeiro canhão a disparar uma bomba nuclear foi a "Atomic Annie". Esta arma era um canhão de 11 polegadas, capaz de lançar um projétil de 364 kg a uma distância de 11 km. O projétil em questão era uma bomba nuclear de urânio, cujo princípio de funcionamento era semelhante ao da bomba lançada sobre Hiroshima. A energia liberada era de 15 quilotons de TNT, equivalente à bomba de Hiroshima, porém com apenas 8% de sua massa.
No total, 20 unidades da "Atomic Annie" foram construídas e posicionadas na Coreia e na Europa. Felizmente, essas armas nunca foram utilizadas em combate. O canhão tornou-se obsoleto quando a miniaturização das armas nucleares permitiu a criação de projéteis que podiam ser disparados por canhões convencionais, como o M110. Abaixo, você encontrará o vídeo do primeiro teste da "Atomic Annie", realizado em maio de 1953:
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
RBDM14 - Um meteoro, um avião e um inseto
O meteoro RBDM14 foi detectado às 03:49 (06:49 UT) do dia 08/07/2011. O pico de magnitude apresentado pelo objeto foi de -2,7. No campo, também foram registrados o movimento de um avião e um inseto que estava andando sobre o domo da câmera.
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| BFN14 (seta negra) no pico de magnitude. O avião é indicado pela seta vermelha. |
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| Curva de luz instrumental de BFN14. O ajuste é polinomial. |
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Sondas Espaciais Extraterrenas
A partir de 1979, Robert A. Freitas Jr. e Francisco Valdes realizaram buscas por objetos naturais ou artificiais em regiões dinamicamente interessantes próximas à Terra. A primeira campanha concentrou-se nos pontos de Lagrange L4 e L5 do sistema Terra-Lua e em órbitas associadas. Uma busca posterior, realizada entre 1981 e 1982, examinou também outras regiões do sistema Terra-Lua e o ponto L2 do sistema Sol-Terra. Nenhum objeto artificial ou natural desconhecido foi detectado.
Em 6 de novembro de 1991, o projeto Spacewatch descobriu o pequeno objeto próximo da Terra 1991 VG, com dimensões estimadas da ordem de 10 metros. Sua órbita, muito semelhante à da Terra, e as rápidas variações de brilho observadas durante sua aproximação despertaram inicialmente especulações sobre uma possível origem artificial, incluindo a hipótese de que pudesse ser um artefato extraterrestre.
Estudos posteriores mostraram que não há evidências que exijam uma origem artificial para 1991 VG. Sua dinâmica é compatível com a de um pequeno objeto natural próximo da Terra. A possibilidade de ser material ejetado da Lua por um impacto também já foi proposta, mas sua origem exata permanece incerta.
A ideia de sondas extraterrestres utilizadas para transmitir informações ou estabelecer contato também aparece com frequência na ficção científica. Dois exemplos são os episódios The Inner Light e The Nth Degree, de Star Trek: The Next Generation, nos quais sondas alienígenas desempenham papéis centrais na narrativa.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
2008 BT18
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| Curva de luz de 2008 BT18 em função da fase rotacional, ajustada com um período de 2,726 ± 0,007 h. A linha contínua representa o ajuste por uma série de Fourier de quarta ordem. |
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O astrônomo recomenda: "Deep Impact"
O filme Deep Impact (1998) foi um dos grandes filmes-catástrofe sobre impactos de corpos celestes lançados poucos anos depois da colisão do cometa Shoemaker–Levy 9 com Júpiter, em 1994. Gosto do filme, apesar de algumas “liberdades poéticas” utilizadas para tornar a história mais dinâmica.
Uma das cenas menos realistas dá a entender que um astrônomo profissional consegue determinar, praticamente de imediato e a partir de uma única observação de um novo cometa, que o objeto colidirá com a Terra. Na realidade, a determinação de uma órbita exige várias medidas astrométricas obtidas em momentos diferentes, permitindo acompanhar o deslocamento do objeto e refinar progressivamente sua trajetória.
Um exemplo interessante é o asteroide Apophis. Descoberto em 2004, ele chegou a apresentar uma pequena possibilidade calculada de colisão com a Terra. Observações adicionais permitiram descartar o impacto em 2029 e, ao longo dos anos seguintes, refinar cada vez mais sua órbita. Em 2021, novas observações por radar permitiram excluir risco de impacto por pelo menos um século. Em 13 de abril de 2029, o Apophis passará a aproximadamente 32 000 km da superfície terrestre, mais perto do que muitos satélites em órbita geossíncrona.
Outra liberdade interessante envolve a nave “Messiah”. No filme, ela utiliza um sistema experimental inspirado no Projeto Orion, baseado em propulsão nuclear por pulsos. Nesse conceito, pequenas cargas nucleares seriam detonadas sucessivamente atrás da nave. O plasma produzido pelas explosões atingiria uma grande placa propulsora, transferindo momento ao veículo, enquanto um sistema de amortecimento reduziria os violentos pulsos de aceleração.
O Projeto Orion real foi desenvolvido nos Estados Unidos, principalmente pela General Atomics, entre o final da década de 1950 e meados da década de 1960, com participação de pesquisadores como Stanislaw Ulam, Ted Taylor e Freeman Dyson. Protótipos em pequena escala chegaram a ser testados com explosivos convencionais. No filme, entretanto, o desenvolvimento do sistema é apresentado com participação de engenheiros russos, uma adaptação ficcional da história do projeto.
A representação do sistema também é bastante simplificada. Um veículo Orion real precisaria de uma placa propulsora muito grande e de uma longa sequência de explosões para produzir a aceleração desejada. No filme, porém, a placa parece relativamente pequena e as ignições do motor são mostradas de maneira muito mais simples e cinematográfica.
Outros deslizes científicos do filme são discutidos no Bad Astronomy. Apesar deles, continuo recomendando Deep Impact. Boa diversão para um sábado chuvoso em casa.
domingo, 20 de novembro de 2011
Um meteoro com uma bela curva de luz
sábado, 19 de novembro de 2011
2005 YU55
Duas animações do asteroide próximo da Terra (308635) 2005 YU55. As imagens são baseadas em observações de radar, obtidas a partir dos sinais refletidos pela superfície do objeto. Esse tipo de observação permite estudar a forma, as dimensões, a rotação e algumas características da superfície de asteroides próximos da Terra.
O período de rotação de 2005 YU55 não é determinado de forma totalmente inequívoca. As observações por radar realizadas durante a aproximação de 2011 indicaram um período da ordem de 18 a 19 horas, valor mencionado no segundo vídeo. Estudos fotométricos encontraram também períodos próximos de 16,3 horas e 19,3 horas, e alguns trabalhos consideraram a possibilidade de o asteroide apresentar rotação em torno de mais de um eixo. Portanto, o valor de aproximadamente 18 horas deve ser entendido como uma estimativa, e não como um erro do vídeo.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
2007 XH16
O período de rotação determinado foi de 3,75 ± 0,02 horas. A curva apresenta dispersão considerável em algumas faixas da fase rotacional, provavelmente associada às condições atmosféricas e à calibração relativa entre as diferentes sessões de observação. Apesar disso, a modulação global é bem definida e compatível com a rotação de um asteroide de forma alongada.
Uma curva de luz alternativa foi obtida por S. Casulli e A. Vagnozzi.
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Curva de luz de 2007 XH16 ajustada a um período de 3,75 ± 0,02 horas. O eixo horizontal representa a fase rotacional. |
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Curva de luz de 2007 XH16 em 22/12/2007 (UT). O eixo horizontal representa a fração do dia. |
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Evidências de água líquida em Europa (satélite de Júpiter)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
RBDM35 - O meteoro mais brilhante detectado até o momento
terça-feira, 15 de novembro de 2011
(1044) Teutonia
Minha primeira curva de luz obtida em Salvador
Este programa observacional tem como objetivo determinar períodos de rotação de asteroides e cometas. O primeiro alvo observado foi o asteroide do cinturão principal (1044) Teutonia. As observações foram realizadas em 8 e 9 de junho de 2007 (UT), totalizando aproximadamente 4 horas, com um telescópio Meade LX200 GPS de 12", equipado com uma câmera CCD SBIG ST-7XME e filtro Bessell R. O tempo de exposição foi de 20 segundos por imagem.
A curva de luz apresentada abaixo foi gerada com o programa MPO Canopus e corresponde a uma revisão da curva originalmente publicada no Minor Planet Bulletin (MPBu). Uma curva de luz independente, obtida anteriormente por R. Roy, encontra-se disponível nos arquivos do CdR & CdL.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Possível Meteoro Oriônida - 21/10/2011 (UT)
O meteoro aparece no quadro registrado às 02:43. A direção aparente de sua trajetória é compatível com o radiante das Oriônidas, chuva de meteoros ativa nesse período. Como o registro foi obtido por uma única câmera e não dispõe de uma determinação independente da trajetória e da velocidade do meteoro, a associação com as Oriônidas deve ser considerada provável, mas não conclusiva.
Pela comparação de seu brilho com as estrelas do Cinturão de Órion, a magnitude aparente máxima foi estimada em aproximadamente 2. O evento foi identificado por meio da inspeção visual de algumas dezenas de imagens do banco de dados da câmera.
A grande mancha luminosa visível nas imagens é causada pela presença da Lua no campo da câmera.
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| 02:42 — imagem obtida imediatamente antes do registro do meteoro. |
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| 02:43 — possível meteoro Oriônida indicado pela seta. |
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| 02:44 — imagem obtida imediatamente após o registro do meteoro. |
Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência
Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...
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O “Grande Meteoro” foi observado aproximadamente às 2h30min de 21 de abril de 2012 UT nos estados da Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Minas ...
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Primeiro meteoro esporádico detectado pela câmera grande angular do Barbalho (Salvador, Bahia) no ano de 2013. O registro ocorreu às 05:22 d...

























