segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lunokhod 2

O Lunokhod 2, cujo nome significa aproximadamente “caminhante lunar”, foi um rover soviético lançado em janeiro de 1973. Ele chegou à Lua a bordo da sonda Luna 21, que pousou no interior da cratera Le Monnier em 15 de janeiro de 1973.

Durante cerca de quatro meses de operação, o veículo percorreu uma extensa trajetória pela superfície lunar. A distância estimada durante a missão era de aproximadamente 37 km, mas medições posteriores, realizadas a partir das marcas deixadas pelo rover e identificadas em imagens da Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), indicaram um percurso total de cerca de 39 km.

O Lunokhod 2 realizou estudos das propriedades do regolito e do ambiente lunar, além de produzir cerca de 80 mil imagens de televisão e dezenas de panoramas da superfície.

Sua missão terminou em maio de 1973 após um acidente aparentemente simples. O rover entrou em uma pequena cratera e, ao sair, sua tampa tocou o terreno, acumulando poeira lunar. Quando a tampa foi posteriormente fechada, parte dessa poeira acabou depositada sobre o radiador. O sistema de controle térmico perdeu eficiência, a temperatura interna aumentou e as comunicações com o veículo cessaram.

O rover também transportava um retrorefletor destinado a experimentos de determinação precisa da distância entre a Terra e a Lua por meio de pulsos de laser. Mesmo depois do fim da missão, o retrorefletor do Lunokhod 2 continuou sendo utilizado em experimentos de lunar laser ranging.

Um episódio particularmente interessante, e frequentemente confundido com a história do Lunokhod 2, ocorreu com o Lunokhod 1. A posição final desse primeiro rover soviético permaneceu incerta durante décadas. Em 2010, imagens obtidas pela LRO permitiram determinar sua localização com precisão suficiente para que seu retrorefletor voltasse a ser atingido por pulsos de laser enviados da Terra.

O resultado foi surpreendente: o sinal refletido pelo Lunokhod 1 mostrou-se muito mais intenso que o obtido rotineiramente do Lunokhod 2, chegando, nas primeiras medições, a apresentar um retorno aproximadamente cinco vezes maior.

Quase quarenta anos depois do fim das missões, os dois pequenos veículos soviéticos continuavam, portanto, contribuindo para experimentos científicos realizados a partir da Terra.




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