A detecção de um fireball com potencial para produzir meteoritos é um dos resultados mais aguardados por quem se dedica à observação de meteoros. Eventos muito brilhantes podem atingir magnitudes comparáveis à da Lua cheia, cerca de −13, embora apenas uma parcela deles esteja associada à queda de meteoritos.
Um modelo baseado na distribuição das magnitudes aparentes de 49 meteoros registrados pela RBDM entre julho e outubro de 2011 foi utilizado para estimar a frequência de eventos muito brilhantes. A extrapolação do ajuste sugere que um fireball de magnitude próxima a −13 ocorreria aproximadamente uma vez a cada mil detecções. Esse valor, entretanto, deve ser interpretado com cautela, pois a amostra contém poucos meteoros brilhantes e a magnitude −13 está muito além do intervalo efetivamente observado. Além disso, os próprios dados apresentam desvios em relação ao ajuste exponencial.
Em todo caso, considerando que detectei um bólido com pico de magnitude −4,4 após cerca de 650 horas de observação, provavelmente ainda terei de esperar algum tempo até registrar um evento muito mais brilhante.
| Câmera da Estação do Barbalho no início de mais uma noite de observação. Foto de 06/12/2011, às 18:14 (21:14 UT). Vênus é visível próximo ao horizonte. Esta imagem foi publicada em minha tese de doutorado na UFBA. |
|
|
|
Câmera da RBDM durante uma sessão observacional. Imagem obtida em 11/12/2011, às 03:23 (06:23 UT). A Lua é visível próxima ao horizonte, a noroeste. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário