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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Lua quase no zênite sobre Salvador

A Lua aparece praticamente no zênite nesta imagem obtida pela câmera all-sky do Planetário da UFBA. No canto superior direito, também são visíveis Vênus e Júpiter.

A configuração chama atenção porque, em Salvador, a Lua pode passar muito alta no céu quando sua declinação fica próxima da latitude local. Nesta data, ela culminou a cerca de 85° de altura, ou seja, apenas alguns graus abaixo do ponto exatamente acima da cabeça do observador.



 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Conjunção entre Vênus, Lua e Júpiter em 17 de junho de 2026

Registro da conjunção entre Vênus, Lua e Júpiter em 17/06/2026, às 18h12, horário de Brasília.

Júpiter aparece no canto inferior esquerdo da imagem, enquanto Vênus está próximo à Lua, a aproximadamente 0,5° de distância angular do centro do disco lunar. Essa estimativa foi feita tomando como referência o diâmetro angular médio da Lua vista da Terra.

A imagem foi obtida com a câmera de um celular iPhone X, com abertura f/1,8, tempo de exposição de 1/4 s e ISO 1250.



domingo, 8 de fevereiro de 2026

Testes com o telescópio Unistellar do Planetário da UFBA

Registro de alguns objetos astronômicos visíveis de Salvador nas noites de 06, 08 e 10/02/2026, usando um telescópio Unistellar eVscope 2. As imagens são bastante automatizadas, o que reduz um pouco o lado “mão na massa” da astronomia amadora: localizar o objeto no céu, capturar a sequência e processar os dados no computador. Para uso científico, porém, essa praticidade é justamente o que me interessa.

Os nomes dos objetos e os parâmetros técnicos de aquisição estão nas próprias imagens. O tipo de objeto (por exemplo, aglomerado aberto ou nebulosa) e os números de catálogo aparecem nas legendas. Segundo o site Astrometry, o campo de visão é de 39,7 × 39,7 minutos de arco, o que significa que a Lua inteira cabe com folga em uma única imagem obtida com esse telescópio.

Nebulosa NGC-1977 - Órion.

Nebulosa M-42 - Órion.

Aglomerado aberto M-41 - Cão Maior.

Aglomeraddo aberto M-38 - Cocheiro.

Aglomerado aberto M-37 - Cocheiro

Aglomerado aberto M-35 - Gêmeos.


Nebulosa NGC-2024 - Órion.


Galáxia NGC-5128 - Centauro.

Aglomerado Globular NGC-5139 - Centauro.

Aglomerado aberto NGC-4755 - Cruzeiro do Sul.

Lua crescente e a uma altura inferior a 20° acima
do horizonte,o que justifica o tom avermelhado da imagem.


Nebulosa NGC-3372 - Carina.


Galáxia NGC-2280 - Cão Maior.

Aglomerado aberto NGC-2516 - Carina.


Nebulosa M-1 - Touro.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Conjunção Lua–Júpiter de 03/01/2026.

Imagem da conjunção Lua–Júpiter de 03/01/2026, registrada às 22:07 UT, no bairro do Barbalho, em Salvador (BA), com a câmera de um iPhone 13 Pro.


Imagem original.


Zoom da imagem anterior.


domingo, 21 de dezembro de 2025

Planetas extrasolares (exoplanetas)


Visão artística do céu do planeta “C” que orbita o pulsar PSR B1620-26. Vemos o pulsar e os companheiros do sistema. A distribuição das demais estrelas no céu fica a critério do artista. Os “fachos” nos polos do pulsar estão associados ao escoamento de partículas arrancadas da superfície pela ação do campo magnético intenso.

Exoplanetas são planetas que orbitam estrelas (ou remanescentes estelares) fora do Sistema Solar. Em 20/04/2001, data em que uma primeira versão deste texto foi publicada, a Extrasolar Planets Encyclopaedia listava cerca de 60 estrelas com indícios de companheiros planetários. Hoje, os catálogos modernos reúnem milhares de detecções confirmadas: o NASA Exoplanet Archive indicava 6.065 planetas confirmados em 18/12/2025, enquanto o Exoplanet.eu listava 7.915 objetos em seu catálogo (o total varia conforme os critérios e categorias adotados). Esse crescimento evidencia a evolução do campo de pesquisa em planetas extrasolares.

Muitos sistemas descobertos fogem do “modelo” do Sistema Solar. Um caso clássico é 51 Peg: um planeta massivo em órbita muito próxima da estrela. Modelos de formação e evolução sugerem que alguns desses corpos podem ter se formado mais longe e migrado para o interior do sistema por interações com o disco e/ou com outros corpos.

Planetas, superplanetas e anãs marrons

Em termos práticos, frequentemente aparece o valor de aproximadamente 13 massas de Júpiter como uma “fronteira” associada à queima parcial de deutério. Nesse contexto, “queima” significa fusão nuclear: o deutério pode se fundir com um próton, formando o isótopo hélio-3, além da emissão de radiação.

Esse processo pode ocorrer em objetos mais massivos que planetas gasosos gigantes e, a princípio, ajudaria a separá-los de objetos de natureza subestelar.

Porém, esse valor deve ser entendido apenas como uma regra de bolso. A fração de deutério queimado e o limite efetivo dependem das condições iniciais, da composição química e da história de formação do objeto. Portanto, a fronteira de 13 massas de Júpiter não representa uma divisão física rígida entre planetas gigantes e anãs marrons.

Técnicas de detecção (principais)

1) Astrometria

A astrometria mede o “balanço” (wobble) da estrela no céu devido à presença de companheiros. Historicamente, missões como o Hipparcos alcançaram precisão típica na faixa de milissegundos de arco (mas), e a missão Gaia elevou essa capacidade para a escala de microsegundos de arco (µas) em estrelas brilhantes, tornando a técnica muito mais potente para detectar companheiros por movimento próprio e paralaxe com alta precisão.

2) Velocidade radial (Doppler)

Mede a variação periódica na velocidade da estrela ao longo da linha de visada (efeito Doppler) causada pela interação gravitacional com o(s) planeta(s). O método fornece, em geral, uma estimativa do tipo M sin i (massa mínima), pois depende da inclinação orbital.

3) Trânsito (fotometria)

Detecta a queda de brilho quando o planeta passa em frente ao disco da estrela. O trânsito fornece o raio (via profundidade do evento), e, quando combinado com velocidade radial, permite estimar densidade e composição média. Um caso clássico é HD 209458 b, e missões como Kepler/TESS popularizaram esse tipo de detecção em larga escala.

4) Microlente gravitacional

Usa o efeito de lente gravitacional quando uma estrela (com possível planeta) passa diante de outra mais distante. É útil para detectar planetas em distâncias maiores da estrela hospedeira e até em regiões mais externas da Galáxia.

5) Imagem direta

Registra diretamente a luz do planeta, geralmente no infravermelho, com óptica adaptativa/coronógrafos. É mais eficiente para planetas jovens, quentes e afastados da estrela.

6) Timing (especialmente em pulsares)

Em pulsares, pequenas variações nos tempos de chegada dos pulsos podem revelar a presença de companheiros. Foi assim que surgiram alguns dos primeiros indícios de planetas fora do Sistema Solar.

Planetas que orbitam pulsares

  • PSR 1257+12
  • PSR B1620-26 b (sistema pulsar + anã branca; planeta circumbinário)

Um exemplo emblemático é PSR B1620-26 b (também citado como “Methuselah” em materiais de divulgação), um gigante gasoso em órbita circumbinária ao redor de um pulsar e de uma anã branca. No catálogo da NASA, ele aparece com massa da ordem de ~2,5 MJ, semi-eixo maior ~23 UA e período orbital ~95 anos, com anúncio de descoberta em 2003. 

Vida

Não temos evidência de vida em exoplanetas. Quando se discute a possibilidade de vida, trata-se de hipóteses dependentes de fatores como: tipo de estrela, radiação incidente, presença/estabilidade de atmosfera, água líquida e proteção contra partículas energéticas. Em planetas gasosos, por exemplo, uma ideia especulativa é a existência de vida em camadas atmosféricas com temperatura e pressão adequadas; já em sistemas de pulsares, a radiação e o ambiente extremo tornam os cenários ainda mais desafiadores.

As estrelas com exoplanetas conhecidos aparecem espalhadas pelo céu. Parte dessa distribuição reflete também o “viés observacional”: onde e como os levantamentos foram feitos (instrumentos, hemisfério observado, tempo de campanha, etc.).
Comparação ilustrativa entre os planetas do sistema PSR B1620-26 e as distâncias/escala do Sistema Solar interno. A unidade de distância é a Unidade Astronômica (UA), aproximadamente 150.000.000 km.


terça-feira, 12 de agosto de 2025

Astrofotografias no campus da UFBA

sábado, 25 de março de 2023

Hercóbulus

Ciência e Misticismo

A crença na existência de um corpo celeste denominado Hercóbulus (ou Hercólubus) aparece em certos meios esotéricos e pseudocientíficos. Não existe, contudo, evidência astronômica que sustente a existência desse objeto ou uma suposta aproximação da Terra.

Em 1984, duas equipes de pesquisadores propuseram uma hipótese para explicar uma aparente periodicidade de aproximadamente 26 milhões de anos nas extinções registradas no passado geológico da Terra. A hipótese envolvia uma companheira distante do Sol, posteriormente denominada Nêmesis, em uma órbita muito excêntrica, com semieixo maior de aproximadamente 88.000 unidades astronômicas, ou 1,4 ano-luz. Durante as passagens pelo periélio, esse objeto poderia perturbar gravitacionalmente cometas da Nuvem de Oort, aumentando temporariamente o fluxo de cometas em direção ao Sistema Solar interior.

A hipótese de Nêmesis nunca foi confirmada. Além das dificuldades dinâmicas do modelo, levantamentos modernos do céu em infravermelho impõem limites muito fortes à existência de grandes corpos desconhecidos nas regiões externas do Sistema Solar. O levantamento WISE, por exemplo, não encontrou objetos do tamanho de Saturno ou maiores até cerca de 10.000 U.A., nem objetos maiores que Júpiter até aproximadamente 26.000 U.A.

Um exemplo de estrela de massa muito baixa nas proximidades solares é DENIS-P J104814.7−395606.1, uma anã de tipo espectral próximo de M9 localizada a cerca de 13 anos-luz. Sua massa é estimada em aproximadamente 0,08 massa solar. A detecção de objetos desse tipo ilustra a capacidade dos levantamentos astronômicos de identificar estrelas muito pouco luminosas nas proximidades do Sol.

Não há evidências observacionais nem soluções orbitais reconhecidas na literatura astronômica que sustentem a existência do chamado Hercólubus. As alegações de que um grande planeta, cometa ou estrela estaria atualmente se aproximando da Terra sem ser detectado são incompatíveis com as observações astronômicas disponíveis. Hercólubus é, portanto, um conceito de origem esotérica, e não um objeto reconhecido pela astronomia.


Nuvem de Oort e o Cinturão de Kuiper

Nuvem de Oort-Öpik e órbitas elípticas, parabólicas e hiperbólicas de alguns cometas hipotéticos. Fonte: Bergamini, D.: 1970, O Universo, Biblioteca da Natureza Life, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, p. 69.

Durante as primeiras décadas do século XX, diversos pesquisadores investigaram os efeitos das perturbações gravitacionais planetárias sobre as órbitas dos cometas. Esses trabalhos foram fundamentais para compreender a origem das órbitas quase parabólicas e aparentemente hiperbólicas observadas em alguns desses objetos.

Strömgren (1914) mostrou que várias órbitas cometárias aparentemente hiperbólicas deixavam de sê-lo quando eram calculadas as órbitas originais, isto é, as trajetórias dos cometas antes de sofrerem perturbações significativas dos planetas gigantes. Os trabalhos posteriores realizados em Copenhague ampliaram o número de órbitas originais calculadas com precisão.

Em 1948, Sinding reuniu resultados para 21 cometas de longo período cujas órbitas originais haviam sido determinadas. Esses dados, juntamente com os estudos de difusão orbital realizados por Van Woerkom (1948), forneceram parte da base observacional utilizada por Jan Oort em seu trabalho de 1950.

A ideia de um reservatório distante de cometas já havia sido proposta por Ernst Öpik em 1932. Oort, entretanto, apresentou em 1950 uma forte evidência observacional para sua existência a partir da distribuição das energias orbitais de cometas de longo período.

Oort analisou 19 órbitas originais consideradas suficientemente precisas e verificou uma concentração acentuada de valores de 1/aorig próximos de zero, correspondente a órbitas com semieixos maiores muito grandes. Ele concluiu que os cometas novos de longo período provinham principalmente de distâncias da ordem de 50.000 a 150.000 U.A. do Sol.

A partir desses resultados, Oort propôs a existência de uma extensa nuvem aproximadamente esférica de cometas envolvendo o Sistema Solar. Sua estimativa original indicava uma população da ordem de 1011 cometas de tamanho observável e uma massa total da ordem de alguns centésimos a um décimo da massa da Terra. As órbitas desses corpos seriam continuamente modificadas por perturbações gravitacionais de estrelas próximas e, como se reconheceu posteriormente, também pela maré gravitacional da Galáxia.

O conceito de cometas dinamicamente novos e velhos está relacionado à história orbital desses objetos. Um cometa dinamicamente novo está fazendo sua primeira passagem, ou uma de suas primeiras passagens significativas, pela região planetária após ter sido enviado da Nuvem de Oort. Um cometa dinamicamente velho já passou anteriormente pela região dos planetas e sofreu perturbações gravitacionais e efeitos físicos decorrentes de passagens anteriores pelo Sistema Solar interior. Portanto, um cometa dinamicamente velho não é necessariamente um cometa de curto período.

Imagem CCD do centauro (2060) Chiron, indicado pelo círculo verde, obtida em 05/05/1999 no Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis, Minas Gerais. Chiron descreve uma órbita caótica entre as regiões orbitais de Saturno e Urano. Os centauros são geralmente considerados uma população transitória proveniente principalmente da região transnetuniana, cujas órbitas foram modificadas por encontros gravitacionais com os planetas gigantes.

Referências

Betzler, A. S.: 1998, Um estudo dos cometas Hale-Bopp e Chiron, Projeto de Final de Curso para a Obtenção do Título de Astrônomo, UFRJ-CCMN/Departamento de Astronomia, Rio de Janeiro, p. 18, 30.

Edgeworth, K. E.: 1949, MNRAS 109, 600.

Fernández, J.: 1980, MNRAS 192, 481.

Jewitt, D. & Luu, J.: 1993, Nature 362, 730.

Kuiper, G. P.: 1951, in Astrophysics: A Topical Symposium, J. A. Hynek ed., McGraw-Hill, New York, p. 357.

Oort, J. H.: 1950, Bull. Astron. Inst. Netherl. 11, 91.

Oort, J. H. & Schmidt, M.: 1951, Bull. Astron. Inst. Netherl. 11, 259.

Öpik, E. J.: 1932, Proc. Amer. Acad. Arts Sci. 67, 169.

Sagan, C. & Druyan, A.: 1985, Cometa, Livraria Francisco Alves Editora S.A., p. 300–301.

Strömgren, E.: 1914, Publ. Obs. Copenhagen 19.

Strömgren, E.: 1947, Publ. Obs. Copenhagen 144.

Van Woerkom, A. J. J.: 1948, Bull. Astron. Inst. Netherl. 10, 445.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Conjução Júpiter-Vênus de 2022

Imagens da conjunção Júpiter-Vênus obtidas em Salvador (BA): 

a) J. Vinny Almeida às  04:13 (UT-3 h) de 01-05-2022 usando um zoom de 50 vezes, com a câmera de um celular Xiaomi Mi Note 10. 

b) Autor desse blog às 05:14 (UT-3 h) de 02-05-2022  usando a câmera de um celular Iphone XR, f/1.8, tempo de exposição 1/30 s, e ISO 640.

(a)


(b) Seta. Um zoom de 400 x do Google Chrome
permite uma melhor visualização do evento.

domingo, 19 de dezembro de 2021

C/2021 A1 (Leonard)

Imagem do cometa Leonard obtida com uma câmera Canon Rebel T100 em 18 de dezembro de 2020 (UT), na Ponta de Humaitá, em Salvador, Bahia. O objeto não era visível a olho nu devido à intensa poluição luminosa no local de observação.

Ao aplicar um zoom de 400% no Google Chrome sobre a imagem, é possível visualizar o aspecto nebular do objeto.

Estima-se que o núcleo desse cometa possua um raio mínimo de 2 km, assumindo que ele não seja hiperativo.


Cometa (seta) - 22h 09m UT - 10 s de exposição, grande angular de
29 mm, obturador f/4.5 e ISO 800. O objeto brilhante é o planeta Vênus.

Autor do blog durante a obtenção das imagens.

Ascenção da Lua com 98,9% de sua superfície iluminada.
A edificação é a 
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Serrat.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Júpiter, Saturno, Lua e Vênus em conjunção

Em ordem de cima para baixo na imagem temos Júpiter, Saturno, Lua e Vênus em conjunção, visíveis no bairro do Santo Antônio de Salvador (BA). Os objetos foram registrados às 21:46 de 07-12-2021 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.

sábado, 9 de outubro de 2021

Antares, Vênus e a Lua

A estrela Antares, alfa da constelação da Escorpião, o planeta Vênus e a Lua em conjunção visíveis no bairro do Santo Antônio, em Salvador (BA). Os objetos foram registrados às 21:07 de 09-10-2021 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Spica, Vênus e a Lua

A estrela Spica, alfa da constelação da Virgem, o planeta Vênus e a Lua crescente quase fornando um triangulo retângulo no céu de Salvador (BA), diretamente acima do Convento dos Perdões. Os objetos foram registrados às 21:40 de 09-09-2021 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

ISS e Marte

Passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) próxima ao planeta Marte, registrada a partir do bairro do Santo Antônio, no centro histórico de Salvador. A imagem foi captada em 13 de dezembro de 2020, às 21h37 UT, com uma câmera Canon Rebel T100. Os parâmetros de captura foram: tempo de exposição de 8 segundos, ISO 400, abertura f/5.6 e distância focal de 55 mm.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Conjunção Marte-Lua de 02 de outubro de 2020

Conjunção Marte-Lua registrada atráves da câmera de um celular Sansung. Imagem obtida em 02-10-2020, às 22:55 UT, em Salvador (Bahia), por meu vizinho Hamilton Vaqueiro. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Júpiter e Saturno na Ponta de Humaitá

Ascenção dos planetas Júpiter e Saturno no horizonte da Ponta de Humaitá, Salvador (Bahia). Imagem obtida às 21h 28m de 27-07-2020 UT, com uma câmera Canon Rebel T100, ISO 800, e tempo de exposição de 15 s.

domingo, 5 de julho de 2020

Conjunção Júpiter-Lua de 5 de julho de 2020

Ascensão de Júpiter e da Lua no céu de Amargosa (Bahia). Imagem capturada com a câmera de um telefone celular às 21:22 UT, em 5 de julho de 2020, pelo professor da UFRB Orahcio Felício de Sousa.



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Astrofotografia de Vênus com telefone celular

Belo registro do planeta Vênus, visível durante o crepúsculo em Salvador. A imagem foi obtida por meu vizinho Hamilton Vaqueiro, às 21:05 UT de 9 de abril de 2020 (18:05 no horário local), com a câmera de um celular Samsung.



Outras astrofotografias obtidas com celulares podem ser encontradas em postagens anteriores deste blog: 1 e 2.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Conjunção Vênus-Lua - 28 de dezembro de 2019

Conjunção Vênus-Lua registrada atráves da câmera de um celular Sansung Galaxy J4. Imagem obtida em 28-12-2019, às 22:29 UT, em Boa Esperança do Sul (São Paulo). O campo de visão é de aproximadamente 7 x 4 graus. 

Registros do cometa C/2011 W3 (Lovejoy) efetuados neste mesmo sítio observacional podem ser encontrados nestes hiperlinks: 0, 1, 2, 3, e 4.

domingo, 10 de novembro de 2019

27 de outubro de 2019 – Sol próximo ao zênite em Salvador com a aproximação do verão

O Sol passou muito próximo do zênite em Salvador, Bahia, no dia 27 de outubro de 2019, durante sua passagem pelo meridiano local, por volta das 11h18 no horário local (14h18 UT). O evento ocorreu cerca de um mês após o equinócio de setembro, quando a declinação solar já assumia valores negativos, acompanhando o movimento aparente anual do Sol em direção ao sul celeste.

Salvador situa-se aproximadamente à latitude de 13° S. Naquele momento, a declinação do Sol era de cerca de −12,8°, muito próxima da latitude da cidade. Na culminação superior, a distância do Sol ao zênite é dada, aproximadamente, pela diferença entre a latitude do observador e a declinação solar. Assim, o centro do disco solar atingiu uma altura próxima de 89,8°, passando a menos de 0,2° do zênite. Objetos verticais produziram, portanto, sombras muito curtas.

Esse fenômeno é característico das regiões situadas entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Ao longo do ano, a declinação solar varia aproximadamente entre +23,4° e −23,4° devido à inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita. Quando a declinação solar se iguala à latitude geográfica do observador, o centro do Sol passa exatamente pelo zênite no instante de sua passagem meridiana. Em localidades como Salvador, essa condição pode ocorrer duas vezes ao ano.

O registro apresentado abaixo foi realizado pelo astrônomo amador Luiz Sampaio Athaide Junior, que utiliza a expressão “Teoria do Zênite Solar” em seus trabalhos de divulgação. Essa denominação, entretanto, não corresponde a uma teoria astronômica: o fenômeno é a conhecida passagem do Sol pelo zênite, ou sua aproximação ao zênite, determinada pela relação entre a declinação solar e a latitude geográfica do observador.


Sombras muito curtas às 14h23 UT, poucos minutos após a passagem meridiana do Sol.

Registro obtido às 14h27 UT.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Júpiter e Igreja do Santo Antônio

Imagem do planeta Júpiter e da  Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador (Bahia).  Registro obtido com um Iphone 4S às 01:31 de 05-08-2019 UT.


Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...