Blog de divulgação científica em Astronomia e ciências afins, com textos sobre observação do céu, astrofotografia, ensino de Astronomia, tecnologia e curiosidades do cotidiano.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Coroa Lunar sobre as Canárias
terça-feira, 24 de abril de 2012
Grande Meteoro de 2012 no Brasil
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| Fig.1 - Posições dos observadores do bólido de 21-04-2012 UT. Fonte: Comentários do Vídeo (2) do "YouTube". A distância entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo é de 358,1 km. |
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Nova na constelação do Sagitário
Um levantamento (survey) de baixo custo, nos mesmos moldes, poderia ser facilmente implementado na Bahia. Imagens da faixa da Via Láctea, com exposições de 15 a 20 segundos, poderiam ser obtidas diariamente por alunos de iniciação científica júnior. Em céus urbanos moderadamente poluídos, essas imagens alcançam uma magnitude limite em torno de 8, permitindo a detecção de objetos semelhantes.
No dia 22 de abril de 2012 (UT), obtive uma imagem da nova PNV J17452791–2305213 utilizando o telescópio "Dome 1" do Observatório Slooh, na Espanha. Na ocasião, a magnitude do objeto era aproximadamente 10.
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| Imagem original |
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| Campo de 15′ × 15′ mostrando a região do céu com e sem a Nova Sgr 2012. A imagem anterior à descoberta foi obtida a partir do DSS-ESO. O alinhamento das imagens foi realizado com o software IRIS. |
sábado, 21 de abril de 2012
LBV em NGC-5775
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| Imagem Original |
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| Zoom da imagem anterior com uma seta indicativa da posição da LBV. A magnitude da estrela é da ordem de 18. |
ESO - Vídeo Comemorativo - (2)
Segundo vídeo da série produzida em comemoração aos 50 anos do ESO. Neste episódio, é apresentado o Observatório de La Silla.
Na introdução, é feita uma interessante comparação entre a evolução da humanidade e as diferentes etapas da viagem dos fótons emitidos pela SN 1987A até chegarem à Terra e aos telescópios do ESO em La Silla. A supernova, descoberta em 1987 por Ian Shelton no Observatório de Las Campanas, está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 167 mil anos-luz da Terra.
O telescópio ESO de 1,52 m, que usei no final da década de 1990, aparece aos 2min08s. O instrumento foi desativado em 2002, mas acabou sendo reativado e modernizado em 2022. A partir dos 2min50s, as sequências foram filmadas da passarela do 1,52 m. Qualquer semelhança com as fotos que obtive não é mera coincidência.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
C/2011 UF305 (LINEAR)
terça-feira, 17 de abril de 2012
Galáxias em interação: NGC-3226 e 3227
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Nebulosa "Cabeça do Cavalo"
sábado, 14 de abril de 2012
C/2011 L4 (PANSTARRS) - A promessa de 2013
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| Imagem original - A seta indica a posição do cometa |
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| Animação indicando a posição do objeto. O campo obtido no Slooh é colorido, enquanto a imagem de referência do DSS-ESO apresenta tons de amarelo e vermelho. O campo possui 15' × 15' de arco. |
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Exoplanetas Solitários
Em 2011, uma equipe internacional de astrônomos, envolvendo principalmente as colaborações MOA e OGLE, divulgou a detecção de dez eventos de microlente gravitacional de curta duração, compatíveis com objetos de massa aproximadamente comparável à de Júpiter e sem uma estrela hospedeira detectável nas proximidades.
As detecções foram realizadas por meio do monitoramento do brilho de cerca de 50 milhões de estrelas na direção do centro da Via Láctea. Em alguns casos, uma estrela apresentou um aumento temporário de brilho devido ao fenômeno conhecido como microlente gravitacional. Ele ocorre quando um objeto passa muito próximo da linha de visada entre a Terra e uma estrela mais distante. A gravidade do objeto em primeiro plano desvia a luz da estrela de fundo, produzindo uma amplificação temporária de seu brilho.
Os dez eventos encontrados tinham duração inferior a aproximadamente dois dias, indicando lentes de massa planetária. Como não foi detectada uma estrela hospedeira associada a esses objetos, os pesquisadores propuseram que poderiam ser planetas errantes, isto é, corpos de massa planetária não ligados gravitacionalmente a uma estrela. Entretanto, as observações não permitiam excluir completamente a possibilidade de alguns deles estarem em órbitas muito distantes de suas estrelas.
Uma possível origem para esses objetos é a ejeção de planetas durante a evolução inicial de sistemas planetários. Interações gravitacionais entre planetas, ou entre planetas e estrelas próximas, podem lançar alguns desses corpos para o espaço interestelar. Uma vez livres de sua estrela de origem, eles continuam se deslocando pela Galáxia e orbitando o centro da Via Láctea, assim como as estrelas.
O resultado de 2011 sugeria inicialmente que planetas errantes com massas próximas à de Júpiter poderiam ser extremamente numerosos, talvez até mais comuns do que as próprias estrelas. Estudos posteriores, entretanto, não confirmaram essa abundância tão elevada. Levantamentos mais extensos indicam que objetos livres de massa semelhante à de Júpiter são menos frequentes do que se estimava originalmente, enquanto planetas errantes de massas menores podem ser consideravelmente mais numerosos.
Abaixo, um vídeo produzido pela NASA na época da divulgação da descoberta:
domingo, 8 de abril de 2012
Minha primeira vez na astrofotografia de grande campo
sábado, 7 de abril de 2012
Artigos que eu gostaria de ter escrito
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Primeiro planeta de origem extragaláctica
O ESOcast 24, divulgado em 2010, apresentou uma descoberta que, na época, despertou grande interesse: o possível exoplaneta HIP 13044 b, com massa mínima estimada em cerca de 1,25 vezes a massa de Júpiter.
O objeto teria sido detectado pelo método das velocidades radiais orbitando a estrela HIP 13044, localizada a cerca de 2 000 anos-luz da Terra. Trata-se de uma estrela evoluída da ramificação horizontal vermelha, pertencente à chamada corrente de Helmi, um conjunto de estrelas que teria feito parte de uma antiga galáxia anã absorvida pela Via Láctea bilhões de anos atrás.
Por essa razão, os pesquisadores sugeriram que HIP 13044 b teria se formado originalmente fora da Via Láctea e posteriormente ingressado em nossa Galáxia juntamente com sua estrela. Na época, o objeto foi divulgado como o primeiro planeta conhecido de provável origem extragaláctica.
Entretanto, a história teve uma reviravolta. Em 2014, uma nova análise dos dados espectroscópicos utilizados na descoberta não encontrou evidências da variação periódica de velocidade radial atribuída ao planeta. HIP 13044 b deixou, portanto, de ser considerado um exoplaneta confirmado.
O episódio constitui um bom exemplo de como funciona o processo científico: uma descoberta inicialmente considerada muito importante pode ser revista quando os dados são reanalisados com métodos mais precisos.
Abaixo, o ESOcast 24 original. O vídeo deve ser visto hoje como um registro histórico do anúncio realizado em 2010:
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Novo planeta escoberto por um astrônomo amador
Em 2012, dois participantes britânicos do projeto Planet Hunters, Chris Holmes e Lee Threapleton, identificaram nos dados do telescópio espacial Kepler um sinal compatível com o trânsito de um planeta diante da estrela então identificada no projeto como SPH10066540, correspondente à KIC 8552719.
Na época, o objeto foi descrito como um candidato a planeta com tamanho semelhante ao de Netuno. A descoberta foi feita pela análise da curva de luz da estrela: quando um planeta passa diante do disco estelar, visto da Terra, bloqueia uma pequena fração de sua luz e produz uma diminuição temporária de brilho.
O candidato foi posteriormente validado e hoje é conhecido como Kepler-953 b. Ele possui raio de aproximadamente 4,2 vezes o da Terra e completa uma órbita em cerca de 88,4 dias. A estrela Kepler-953 possui ainda outro planeta conhecido, Kepler-953 c, consideravelmente menor e com período orbital de aproximadamente 9,1 dias.
O episódio é um bom exemplo da importância da ciência cidadã. Embora programas de computador sejam utilizados para procurar automaticamente sinais de trânsito em enormes conjuntos de dados, a inspeção humana pode identificar padrões interessantes que não foram selecionados ou priorizados pelos algoritmos. Os voluntários funcionam, portanto, como uma ferramenta complementar às técnicas automáticas de busca.
O projeto original Planet Hunters utilizava dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler. Atualmente, a iniciativa continua como Planet Hunters TESS, no qual voluntários analisam curvas de luz produzidas pelo satélite TESS em busca de possíveis trânsitos de exoplanetas.
A interpretação básica das curvas de luz é relativamente simples, e o próprio projeto fornece orientações para iniciantes. Assim, estudantes do ensino médio também podem participar de uma atividade real de ciência cidadã e colaborar na identificação de candidatos a novos mundos. Alguém se habilita?
Cometa 17P/Holmes durante o megaoutburst de 2007
terça-feira, 3 de abril de 2012
Os primeiros cinco mundos de Kepler
Vídeo comemorativo da descoberta dos cinco primeiros exoplanetas pelo telescópio espacial Kepler.
Os planetas, anunciados em janeiro de 2010, receberam os nomes Kepler-4b, Kepler-5b, Kepler-6b, Kepler-7b e Kepler-8b. Todos foram descobertos pelo método dos trânsitos, a partir das pequenas diminuições de brilho produzidas quando os planetas passavam diante de suas estrelas.
Esses primeiros resultados demonstraram que o fotômetro do Kepler estava funcionando como previsto. Os cinco planetas eram mundos grandes e muito quentes, com tamanhos variando aproximadamente entre o de Netuno e valores superiores ao de Júpiter, e períodos orbitais entre 3,3 e 4,9 dias.
A missão Kepler acabaria transformando profundamente o estudo dos sistemas planetários, revelando milhares de candidatos e planetas confirmados e demonstrando que planetas são extremamente comuns na Via Láctea.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dois NEAs Interessantes
Imagens CCD dos NEAs (2212) Hephaistos e (19764) 2000 NF5. Ambos apresentam órbitas interessantes. O 2000 NF5 é um asteroide próximo da Terra da classe Amor, com uma órbita que também se estende pela região orbital de Marte. Já Hephaistos possui características orbitais que levaram alguns estudos a relacioná-lo ao complexo dos Taurídeos.
Uma das hipóteses propostas para a origem desse complexo envolve a fragmentação de um grande núcleo cometário. Esse processo poderia ter produzido o cometa 2P/Encke, diversos asteroides próximos da Terra e os meteoroides responsáveis pelas chuvas associadas aos Taurídeos. A existência e a história desse corpo progenitor, entretanto, ainda são objeto de investigação.
Observei os dois objetos em 4 de outubro de 2010 (TU), utilizando um telescópio robótico de 0,43 m localizado em Nerpio, Espanha. O objetivo das observações foi determinar seus índices de cor BVRI e, a partir deles, propor uma classificação taxonômica. Esses dados permanecem inéditos.
Nas animações, os asteroides podem ser identificados por seu movimento em relação ao fundo estelar.
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| (19764) 2000 NF5 |
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| (2212) Hephaistos e um possível fragmento de lixo espacial. |
domingo, 1 de abril de 2012
Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência
Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...
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Primeiro meteoro esporádico detectado pela câmera grande angular do Barbalho (Salvador, Bahia) no ano de 2013. O registro ocorreu às 05:22 d...













