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sábado, 4 de julho de 2026

ISS sobre Salvador e um objeto luminoso de natureza incerta

Registro da passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) pelo céu de Salvador, Bahia, entre 18h23 e 18h25 de 03/07/2026, usando a câmera all-sky do Planetário da UFBA. Cada quadro da animação abaixo possui 19,6 s de exposição.

No último quadro, registrado às 18h28, aparece um objeto luminoso baixo, próximo ao leste do campo da imagem. Sua natureza ainda é incerta: pode tratar-se de um meteoro fraco ou de um satélite artificial. A pequena variação de brilho ao longo do traço dificulta uma classificação segura.

O crédito pela observação é do planetarista Caliel Mariano Gonzaga.



Trajetória da ISS gerada pelo aplicativo do site Heavens-Above.



terça-feira, 12 de agosto de 2025

Astrofotografias no campus da UFBA

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Astrofotografias de grande campo na Ponta de Humaitá

Registro de algumas regiões do céu feitas a partir da Ponta de Humaitá, em Salvador, no dia 20 de janeiro de 2025. As imagens foram obtidas entre 22h12 e 22h16 UT com uma câmera Canon Rebel T100. As imagens 1 e 2, apresentadas a seguir, resultam do alinhamento e da soma de cinco sequências, processadas com correção de poluição luminosa no software Sequator. As especificações técnicas da primeira imagem de cada sequência estão detalhadas nas respectivas legendas. O campo visual das imagens é de 45,7 × 30,5 graus, com escala de placa de 63,4 segundos de arco por pixel.

Na imagem registrada às 22h12 UT, é possível identificar uma trilha tênue e descontínua associada a fragmentos do estágio superior de um foguete Ariane I, lançado em 22 de fevereiro de 1986. Esse veículo colocou em órbita os satélites SPOT-1 (França) e Viking (Suécia). Cerca de nove meses após o lançamento, o estágio explodiu em órbita devido à pressurização residual de propelentes, gerando centenas de fragmentos que ainda circulam a Terra em órbita baixa polar e podem ser registrados em exposições fotográficas de longa duração.

Imagem 1

1) 22:12 UT, 10 s de exposição, distância focal de 28 mm, obturador f/4.5 e ISO 400. Região das constelações de Orion, Eridanus, Monoceros, Lepus e Touro.

Imagem 2

2) 22:16 UT, 10 s de exposição, distância focal de 28 mm, obturador f/4.5 e ISO 160. Marte é o ponto vermelho ao lado de Pollux, na constelação de Gêmeos.

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Passagem do Telescópio Espacial Hubble registrada nas Ilhas Canárias

Passagem do Telescópio Espacial Hubble (HST) sobre as Ilhas Canárias, na Espanha. A imagem foi obtida pela câmera de grande campo do Observatório Slooh, localizado no Monte Teide. Ao acessar o site deste observatório robótico, o traço na imagem chamou minha atenção. A identificação foi realizada por meio de uma consulta no site "Heavens Above", especializado na observação de satélites artificiais. Nessa passagem, o HST apresentou uma magnitude visual máxima de 0,5, um pouco menos brilhante que a estrela Vega, da constelação de Lira, que aparece na imagem como a estrela azul brilhante no canto superior direito.

O registro da passagem do Telescópio Espacial Hubble (HST) corresponde ao traço amarelo na imagem. A data está em UTC (Tempo Universal Coordenado), e o tempo de exposição da imagem foi de 60 segundos.


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

OVNI em Salvador

Registro de um objeto voador não identificado (OVNI) no céu de Salvador em 19/01/2022, entre 21:03 e 21:04 UTC. Fotos obtidas com um iPhone XR, ao lado do Hospital Teresa de Lisieux, no bairro do Itaigara.




Hipóteses:

a) Avião: O objeto não deixou rastro de condensação, nem refletia a luz solar em tons avermelhados ou laranjas. Seu aspecto era estelar, com uma cor azul-esbranquiçada.

b) Estágio de foguete: O objeto se movia para o oeste. Lançamentos espaciais geralmente ocorrem para o leste, aproveitando o componente da velocidade de rotação terrestre. Órbitas retrógradas são possíveis, mas pouco utilizadas. Essas órbitas têm objetivos específicos, como fotografar uma mesma região da Terra sempre durante o dia ou evitar o sobrevoo de determinado território durante o lançamento. Israel, por exemplo, lança o foguete Shavit para o oeste para evitar o sobrevoo de nações árabes.

c) Reentrada de satélite: O objeto não apresentava uma cauda de gás atmosférico ionizado. Além disso, o satélite deveria estar em uma órbita retrógrada.

d) Estação Espacial Internacional: Não havia nenhuma passagem visível no momento do registro.

e) Nave extraterrestre ("Disco Voador"): Estranhou eu ter colocado a nave extraterrestre por último? OVNI significa "objeto voador não identificado", não necessariamente "nave espacial extraterrestre", como muitos ufólogos sugerem. Sempre é possível listar diversas hipóteses para explicar um fenômeno e, ao mesmo tempo, ensinar um pouco de ciência.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Estação Espacial Tiangong

Passagem da estação espacial chinesa Tiangong registrada no bairro do Santo Antônio, no Centro Histórico de Salvador. A imagem original foi obtida com uma câmera Canon Rebel T100 em 15-01-2022, com tempo de exposição de 15 s, ISO 1600, obturador f/4.5 e distância focal de 34 mm. Este ajuste foi adequado para o registro do X-37B, mas, combinado com nuvens, poluição luminosa e a Lua presente no céu, resultou em uma fotografia extremamente saturada. A luminosidade do céu foi corrigida com o software IRIS para destacar o traço deixado pelo movimento próprio do objeto.

(a) - 22:11 UT

(b) - Imagem original

sábado, 15 de janeiro de 2022

X-37B

Passagem da espaçoplano robótico X-37B registrada no bairro do Santo Antônio, Centro Histórico de Salvador. As imagens foram obtidas com uma câmera Canon Rebel T100, em 14-01-2022, com tempo de exposição de 15 s, ISO 1600, obturador f/5.6 e distância focal de 50 mm. O traço causado pelo movimento próprio do objeto é indicado por uma seta nas imagens.

22:34 UT

22:35 UT

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Pluma do foguete Longa Marcha 5

Registro de uma pluma associada ao lançamento do foguete Longa Marcha 5, observado a partir do bairro do Barbalho, no Centro Histórico de Salvador. As imagens foram obtidas em 23 de novembro de 2020, às 21h34 UT, com uma câmera Canon Rebel T100.

O vídeo foi produzido a partir de 50 fotografias, com tempo de exposição de 0,5 s, ISO 3200, abertura f/4.5 e distância focal de 30 mm. As imagens foram alinhadas com o Google Fotos.

O foguete havia sido lançado às 20h30 UT transportando a missão lunar Chang’e-5, destinada à coleta e ao retorno de amostras da superfície da Lua. A missão envolveu operações complexas de pouso, coleta automática, decolagem da superfície lunar, encontro e acoplamento em órbita e retorno das amostras à Terra.

Júpiter e Saturno aparecem no canto inferior esquerdo da imagem.

Agradeço ao meu ex-aluno de iniciação científica T. M. Bettio, que me alertou sobre o evento.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Possível Registro de um Veterano da Corrida Espacial

Astrofotografia de uma possível passagem de um estágio do Thor Agena B

A imagem, obtida às 22:03 do dia 03 de fevereiro de 2014 UT em Amargosa (Bahia), mostra um objeto que pode ser um estágio do foguete Thor Agena B. Se a identificação estiver correta, isso indicaria que este objeto está em órbita desde a primeira metade da década de 1960.

O registro foi capturado com uma câmera Nikon D80, utilizando uma exposição de 15 segundos e uma abertura de obturador f/5. A constelação do Cão Maior está visível à esquerda da imagem. 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um satélite dando cambalhotas no céu

Registro do sobrevoo de um satélite não identificado às 22h06 UTC do dia 12 de dezembro de 2013.
O objeto apresentava sinais consistentes de rotação simultânea em dois eixos, o que sugere um movimento irregular, como se estivesse realizando “cambalhotas” no céu. Esse comportamento explica a variação periódica no brilho aparente, com dois picos distintos de magnitude observados durante o evento. O período de rotação mais curto estimado é de 0,34 segundos.

O registro foi feito por uma câmera de grande angular instalada em Salvador, Bahia.


Registro da primeira série de "cambalhotas" (vermelho). Soma de 225 frames de 0,033s.
Imagem gerada pelo software "UFOCapture".




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ISS - Registro

Imagem da câmera All Sky do observatório do "Itelescope", instalado próximo a Mayhill (EUA), registrando a passagem da estação espacial internacional (ISS). Acessando a página do "Itelescope", este traço me chamou a atenção. A identificação do objeto foi feita através de uma consulta ao "Heavens Above". A mancha luminosa no canto inferior direito da imagem é associada a Lua.
 


domingo, 8 de setembro de 2013

Estação Espacial Chinesa Tiangong 1 - Registro

A imagem capturada pela câmera All Sky do observatório do 'iTelescope', localizado nas proximidades de Nérpio, na Espanha, registrou a passagem da estação espacial chinesa Tiangong-1. Ao acessar a página do 'iTelescope', esse traço chamou minha atenção. A identificação do objeto foi confirmada através de uma consulta ao 'Heavens Above'.




terça-feira, 2 de julho de 2013

Possível passagem do ETS-VII observada de Salvador (Bahia, Brasil)

Uma possível passagem do satélite experimental japonês ETS-VII (Engineering Test Satellite No. 7) foi registrada em Salvador, Bahia, em 2 de julho de 2013, às 04:34, horário local (07:34 UTC).

Lançado em 1997 pela NASDA, antecessora da atual JAXA, o ETS-VII foi desenvolvido para testar tecnologias de encontro e acoplamento orbital autônomo e operações robóticas no espaço. O sistema era formado por dois componentes: o satélite perseguidor Hikoboshi e o satélite-alvo Orihime. O Hikoboshi também possuía um braço robótico, utilizado em experimentos de manipulação remota em órbita.

As operações da missão foram encerradas em 2002. Na época deste registro, em 2013, o Hikoboshi ainda permanecia em órbita. Sua reentrada na atmosfera ocorreu em novembro de 2015.

A passagem foi registrada por uma câmera all-sky instalada no bairro do Barbalho, próximo ao centro histórico de Salvador. O objeto apresentou brilho aparentemente muito superior ao previsto pelo site Heavens-Above, tornando sua passagem particularmente evidente nas imagens.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Flares no céu causados por satélites artificiais

Registro de três flares provavelmente causados pela reflexão da luz solar em satélites artificiais em órbita da Terra. Os flares apresentam magnitudes diferentes devido à variação da distância entre o objeto e o observador, bem como do ângulo entre a linha Sol-satélite-observador no momento dos eventos. Todos os flashes são mais brilhantes que o planeta Júpiter. Os registros foram realizados por uma câmera all sky no Barbalho (Salvador, Bahia, Brasil). Os instantes de registro dos eventos estão na Hora de Brasília (UT-3h). O objetivo da iniciativa é o estudo de meteoros no céu austral.

A qualidade da conversão do vídeo do Youtube deixa
 um pouco a desejar.

sábado, 4 de agosto de 2012

Um satélite na janela

Imagem de 15s de exposição de um satélite artificial registrado através da janela de uma casa em Boa Esperança do Sul (SP-Brasil). Esta foto foi obtida na madrugada de 21-12-2011 UT.


Zoom da imagem anterior


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ISS em Fevereiro de 2001

International Space Station (ISS) em fevereiro de 2001. Imagem obtida no campus do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. O traço provocado pela passagem da estação está no canto inferior direito. No início do traço, vemos o planeta Saturno. A poluição luminosa é gerada pela luz de lâmpadas de sódio no porto, refletida nas nuvens.



ISS em 16 de fevereiro de 2001. Fonte: NASA



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Shenzhou-2

Em 04:52 (07:52 UT) de 15 de janeiro de 2001, o autor registra a passagem da nave chinesa Shenzhou-2 da cidade do Rio de Janeiro (Imagem 1). Nesta ocasião, a nave estava em uma órbita de 330km x 340 km e inclinação de 42,6 graus em relação ao equador. Na ocasião das observações, a nave esteve a uma distância mínima de 503 km do centro da cidade. A maior altura em relação ao horizonte foi de 41 graus, ocorrendo às 04:51 na direção SSW. A fotografia foi obtida com uma câmera Zenit 12XS, filme Kodak Gold 100 e dois minutos de exposição. A magnitude estimada foi um pouco menor que 2. Cerca de cinco minutos antes do aparecimento da Shenzhou-2, eu fotografei a trajetória do segundo estágio do lançador CZ-2F (Imagem 2). Nesta ocasião, o estágio estava em uma órbita elíptica com menor altitude que a Shenzhou-2. O estágio queimou na atmosfera no dia 20 de janeiro de 2001. O tempo de exposição foi igual ao da imagem anterior.

As manchas marrons nas imagens foram causadas pelo mau armazenamento das fotografias.

Estas observações me motivaram a escrever um artigo sobre o programa espacial chinês, publicado na Revista ComCiência.
Imagem 1

Imagem 2

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Satélites SWIFT, SL-6B e NOSS 3-4 (A&C) - 26/05/2011

SJ-6B -(órbita quasi-polar - seta vermelha); SWIFT (órbita quasi-equatorial - seta verde) e NOSS 3-4 (A &  C) (órbita quasi-polar - setas negra e branca). Fotos obtidas com uma câmera Nikon D80 e 15s de exposição. As constelações do Escorpião e Sagitário são visíveis próximas aos centros das imagens.

04:29 (07:29 UT)

04:30 (07:30 UT) - Satélite desconhecido na parte
 inferior da imagem (seta negra). Na parte superior, temos o SJ-6B e
 os NOSS 3-4 (A&C)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

HST - 02/04/2011

Passagem do Hubble Space Telescope (HST) registrada em 02/04/2011 às 19:43 (22:43 UT).

Pôr-do-Sol do dia da observação

Trajetória do HST entre as constelações da Lebre e Órion

Imagem anterior corrigida do gradiente do céu

Órbita do HST. Visão em um plano paralelo à órbita. Fonte: Heavens Above

Órbita do HST. Visão sobre o satélite.

Planisfério celeste com a trajetória do HST.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cosmos 773 (Rocket) - 26/04/2011

Astrofotografia de um dos estágios do foguete Kosmos-3M (11K65M), que lançou o satélite Cosmos 773 (Strella 2M), obtida em 26/04/2011 às 05:04 (08:04 UT). Minha Nikon D80 foi ajustada em objetiva de 35 mm f/5.6 e 20 s de exposição.


Imagem original - A trajetória do satélite é indicada por uma seta vermelha.
 A constelação do Escorpião ocupa  praticamente todo o campo. 

Mesma imagem com correção de gradiente do fundo de céu.
Este tratamento foi feito com o software IRIS.

Foguete Kosmos 11K65M.  Provavelmente, o estágio fotografado deve ser  a parte
do foguete mais próxima ao cone aerodinâmico.

Ground Pass do Cosmos 773 (Rocket) sobre o NE do Brasil

Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...