quinta-feira, 30 de maio de 2013

1998 QE2 é um asteroide binário

Imagens de radar obtidas pelo Observatório Goldstone, em 29/05/2013 UT, revelaram que o asteroide 1998 QE2 possui um satélite. Os diâmetros estimados do asteroide primário e de seu satélite são, respectivamente, de 2,7 km e 0,6 km. Uma animação do movimento do asteroide no céu pode ser encontrada em outra postagem deste blog.

1998 QE2 - Movimento Orbital

Animação composta por imagens CCD em RGB do asteroide próximo da Terra 1998 QE2, com exposições de 12 segundos. As imagens foram obtidas com o telescópio "Dome 2" do Observatório Slooh, localizado nas Ilhas Canárias (Espanha), entre 23h38 e 23h40 UT de 30/05/2013. A magnitude estimada do objeto era da ordem de 11.

Animação do asteroide 1998 QE2 capturada em 30/05/2013

Os índices de cor BVR deste objeto, determinados a partir desta sequência, foram recentemente publicados, motivando uma inusitada crítica por parte de um astrônomo italiano.

sábado, 25 de maio de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um meteorito em Marte

Em 6 de janeiro de 2005, o rover Mars Exploration Rover Opportunity encontrou, próximo aos destroços do escudo térmico utilizado durante seu pouso em Marte, um pequeno meteorito metálico.

O objeto, inicialmente chamado de Heat Shield Rock e posteriormente reconhecido oficialmente como o meteorito Meridiani Planum, possui aproximadamente o tamanho de uma bola de basquete e é constituído principalmente por ferro e níquel. Foi o primeiro meteorito de qualquer tipo identificado na superfície de outro planeta. Análises posteriores permitiram classificá-lo como um meteorito de ferro pertencente ao complexo IAB.

Sua superfície apresenta numerosas depressões conhecidas como regmagliptos. Essas estruturas, semelhantes a marcas de dedos, são formadas principalmente pela ablação do material durante a passagem do meteorito pela atmosfera. Algumas feições superficiais também podem ter sido modificadas posteriormente por processos de alteração e erosão na superfície marciana.

A descoberta mostrou que meteoritos podem permanecer preservados durante longos períodos sobre a superfície de Marte. Nos anos seguintes, o Opportunity encontrou outros meteoritos ricos em ferro e níquel, entre eles Block Island, Shelter Island e Mackinac Island, além de várias rochas interpretadas como possíveis meteoritos pétreos ou pétreo-metálicos, como Barberton, Santa Catarina, Santorini e Kasos.


Meteorito Meridiani Planum, inicialmente denominado Heat Shield Rock.
Fonte: NASA/JPL-Caltech/Cornell.

domingo, 19 de maio de 2013

PSN J13151481-1757556 = SN 2013 CS

Imagem CCD LRGB da supernova PSN J13151481-1757556 na galáxia ESO 576-017. Registro obtido através do telescópio "dome 2" do Observatório Slooh das Ilhas Canárias (Espanha).




Imagem DSS e Slooh mostrando a posição da supernova.

Um brilhante Eta Aquarídeo

Soma de 52 quadros mostrando a trajetória no céu de um provável meteoro Eta Aquirídeo. O meteoro foi registrado às 07:17 do dia 07-05-2013 UT. O pico de magnitude V foi -6. O meteoro foi registrado por uma câmera all sky instalada em Salvador (Bahia, Brasil).

Imagem do meteoro.Alguns dos pontos claros são estrelas austrais.
Ao centro, os pontos são associados a pixels quentes no CCD
da câmera.

Curva de luz do meteoro



sábado, 18 de maio de 2013

Crateras de Impacto Recentes em Marte

Pesquisadores, utilizando imagens obtidas desde 2006 pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, estimaram que Marte sofre mais de 200 impactos por ano capazes de produzir crateras com pelo menos cerca de quatro metros de diâmetro. Os corpos responsáveis por esses impactos, pequenos asteroides ou fragmentos de cometas, possuem tipicamente entre um e dois metros de diâmetro. Na Terra, objetos desse porte dificilmente atingiriam o solo com energia suficiente para formar crateras, devido à atmosfera muito mais densa do nosso planeta. Em Marte, cuja atmosfera é bem mais rarefeita, eles conseguem alcançar a superfície. Para comparação, o objeto que produziu o meteoro de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, tinha cerca de dez vezes esse tamanho. Ele se fragmentou violentamente na atmosfera terrestre, e apenas uma pequena fração de sua massa original chegou ao solo sob a forma de meteoritos.

Exemplos de crateras de impacto recentes identificadas em Marte. Fonte: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Universidade do Arizona.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um intenso flash lunar

O observatório ALAMO da NASA detectou um flash decorrente da colisão de um meteoroide com a Lua em 17-03-2013. O flash apresentou magnitude aparente igual a quarto,o que implica que o fenômeno foi 10 vezes mais luminoso que os usualmente registrados. Pelo fluxo luminoso, se estimou que a massa do corpo impactante era de cerca de 40Kg. Existe a possibilidade que uma cratera com 20m de diâmetro tenha se formado com o impacto no Mare Imbrium. Esta estrutura poderá ser futuramente detectada em imagens da sonda LRO, atualmente em órbita lunar. Abaixo um vídeo do "NASA Science News" sobre o assunto.


domingo, 12 de maio de 2013

M-63

Imagem CCD LRGB da galáxia espiral M-63. O registro foi obtido com o telescópio "dome 2" do Observatório Slooh da Ilhas Canárias (Espanha).




sexta-feira, 10 de maio de 2013

Eta Aquarídeos 2013 em Salvador

Compilação de 63 vídeos da chuva de meteoros Eta Aquarídeos (ETA) registrados entre 05 e 09 de maio de 2013 UT, em Salvador (Bahia, Brasil). Além dos ETA, foram registrados alguns meteoros esporádicos e um flare associado a um satélite artificial. Os horários dos registros estão na "Hora de Brasília" (UT-3h). ETA é uma chuva de meteoros associada ao célebre cometa 1P/Halley. Os vídeos foram obtidos por uma câmera all sky apontada para o sudoeste.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Saturno em Oposição

Imagens do planeta Saturno obtidas com os telescópios "Dome 2" e "Wide Field" do Observatório Slooh das Ilhas Canárias (Espanha). Este registro foi obtido durante a fase de oposição do planeta.



Saturno e seu maior satélite Titã (objeto de aspecto estelar a esquerda de
Saturno).

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Grande Meteoro de 2012 no Brasil – Um Ano Depois: O que falta fazer?

As análises apresentadas nesta sequência de postagens baseiam-se nos dados obtidos em Belo Horizonte (BH) e Campos dos Goytacazes. A variação de altura angular do meteoro registrada em BH foi de aproximadamente 0,7 grau, valor compatível com a margem de erro estimada para esse tipo de medição. Isso implica um erro propagado significativo na determinação da trajetória atmosférica e da órbita do meteoro, mesmo com a boa concordância observada entre os resultados e os relatos visuais das testemunhas do evento, como ilustrado na Figura 1.

Para aprimorar esses parâmetros, a análise do vídeo gravado na região da Grande Vitória é especialmente relevante, como mostrado nas Figuras 2 e 3. No entanto, apesar das tentativas de contato, não foi possível obter resposta do autor do vídeo. A identificação do local exato da gravação é crucial, pois o azimute e a altura aparente do meteoro podem variar consideravelmente com deslocamentos relativamente pequenos, da ordem de dezenas de quilômetros.

Além da trajetória e da órbita, a massa pré-atmosférica do meteoro, assim como a de eventuais fragmentos, pode ser estimada a partir de sua magnitude absoluta. Essa magnitude é definida como o brilho que o meteoro apresentaria se estivesse a 100 quilômetros de altitude, diretamente no zênite do observador. Para estimá-la corretamente, é necessária uma calibração fotométrica utilizando como referência objetos de brilho conhecido, como estrelas, planetas ou a Lua.

No vídeo gravado em Vitória, dois objetos adicionais não identificados aparecem no campo de visão. Para determinar sua natureza e calcular a magnitude absoluta do meteoro, torna-se indispensável conhecer a localização exata do ponto de observação. Sem essa informação, a análise quantitativa permanece limitada e as incertezas nos resultados aumentam significativamente.


Fig.1 - Detalhe da trajetória atmosférica do "Grande Meteoro de 2012 no Brasil" (linha vermelha).
Relatos de observadores dizem que o objeto foi visto próximo ao
zênite nas cidades mineiras de Caratinga e Governador Valadares. A trajetória
é consistente com estes relatos. O meteoro foi observado em BH quando passava
sobre Caratinga.

Fig,2 - Um frame do vídeo da "Grande Vitória". Um fragmento do meteoro
é visto logo após sua desconexão.

Fig.3 - Frame mostrando o meteoro após sua fragmentação. 

Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...