Imagem da conjunção Lua–Júpiter de 03/01/2026, registrada às 22:07 UT, no bairro do Barbalho, em Salvador (BA), com a câmera de um iPhone 13 Pro.
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| Imagem original. |
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| Zoom da imagem anterior. |
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| Gostaria de compartilhar do otimismo da NASA neste momento. |
A frase “No bucks, no Buck Rogers!” surgiu entre astronautas do programa Mercury, nos anos 1960, para enfatizar que sem financiamento não haveria voos espaciais nem heróis como o personagem de ficção científica Buck Rogers. Tom Wolfe registrou a expressão em The Right Stuff (1979), e o filme homônimo de 1983 a popularizou como crítica bem-humorada à dependência da exploração espacial de verbas públicas. O shutdown de 1º de outubro de 2025 pode paralisar o plano da NASA de enviar astronautas em uma missão de circunavegação lunar em 2026.
Registros do eclipse solar de 14 de outubro de 2023, capturados em Salvador (Bahia). As imagens foram obtidas com uma câmera Nikon D80 e uma lente teleobjetiva Sigma 70-300 mm f/4-5.6 DG Macro, associada a um filtro solar Thousand Oaks Type 2. As especificações técnicas de cada fotografia estão detalhadas nas respectivas legendas.
Lua cheia visível na frente da entrada principal do Shopping Bela Vista, em Salvador (BA). Imagem obtida em 16-02-2022 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.
Imagem do cometa Leonard obtida com uma câmera Canon Rebel T100 em 18 de dezembro de 2020 (UT), na Ponta de Humaitá, em Salvador, Bahia. O objeto não era visível a olho nu devido à intensa poluição luminosa no local de observação.
Ao aplicar um zoom de 400% no Google Chrome sobre a imagem, é possível visualizar o aspecto nebular do objeto.
Estima-se que o núcleo desse cometa possua um raio mínimo de 2 km, assumindo que ele não seja hiperativo.
| Cometa (seta) - 22h 09m UT - 10 s de exposição, grande angular de 29 mm, obturador f/4.5 e ISO 800. O objeto brilhante é o planeta Vênus. |
| Autor do blog durante a obtenção das imagens. |
| Ascenção da Lua com 98,9% de sua superfície iluminada. A edificação é a Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Serrat. |
Em ordem de cima para baixo na imagem temos Júpiter, Saturno, Lua e Vênus em conjunção, visíveis no bairro do Santo Antônio de Salvador (BA). Os objetos foram registrados às 21:46 de 07-12-2021 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.
A estrela Antares, alfa da constelação da Escorpião, o planeta Vênus e a Lua em conjunção visíveis no bairro do Santo Antônio, em Salvador (BA). Os objetos foram registrados às 21:07 de 09-10-2021 UT, com a câmera digital de um Iphone XR.
Halo lunar de 22 graus registrado em Salvador (Bahia), às 00 h 41 min de 21-05-2021 UT. O registro foi feito por Mariana da Silva Brandão, com a camera CCD de um celular Sansung A30s. Este halo é criado para pela refração interna do luar em cristais hexagonais de gelo na troposfera.
Conjunção Marte-Lua registrada atráves da câmera de um celular Sansung. Imagem obtida em 02-10-2020, às 22:55 UT, em Salvador (Bahia), por meu vizinho Hamilton Vaqueiro.
Não escrevo uma pequena resenha sobre um livro que terminei de ler há alguns anos. A motivação para ler "O Primeiro Homem: A Vida de Neil Armstrong" (Editora Intrínseca, 2018) foi ter assistido ao excelente filme "O Primeiro Homem". O livro, escrito por James R. Hansen, professor de história da Universidade de Auburn (Alabama, EUA), é a biografia oficial do primeiro homem a pisar na Lua, Neil Alden Armstrong, e é baseado em entrevistas do autor com o astronauta, pessoas próximas ligadas ao programa espacial e documentação audiovisual.
O que percebi claramente é que, muito provavelmente, Hansen se tornou um admirador do objeto de seu trabalho. Aparentemente, o autor perdeu a isenção necessária para escrever uma obra desta natureza. O autor faz longos e desnecessários comentários sobre situações particulares da vida de Armstrong que, em minha opinião, se assemelham a fofocas. Exemplos incluem a descrição da pressão que Buzz Aldrin e seu pai teriam feito para que Buzz fosse o "primeiro homem"; o pedido de divórcio de Janet, a primeira esposa de Neil, por "não compreendê-lo ainda"; as características quase divinas de Neil descritas por um repórter numa coletiva de imprensa antes da missão Apollo 11; e a opinião de Donald Slayton, chefe de operações de voo e do departamento de astronautas, sobre o excesso de fotografias de Buzz obtidas na superfície lunar. Com esta ressalva em mente, torna-se complicado considerar a personalidade de Neil Armstrong traçada pelo autor como inteiramente fidedigna.
De qualquer forma, a leitura me permitiu concluir que Armstrong era extremamente focado no trabalho, sério, responsável e uma pessoa de poucas e precisas palavras. Neil era um excelente piloto naval, com grande experiência em atividades embarcadas e na condução de veículos experimentais, como o X-15. Talvez essas características tenham sido decisivas para sua escolha como comandante da missão. O sangue-frio de Armstrong ajudou a orientar Buzz na decisão de ignorar o piloto automático do módulo lunar, evitando o pouso em uma área pedregosa do Mar da Tranquilidade. Também fica claro que a missão foi bem-sucedida por combinar uma tripulação extremamente bem treinada com o limite máximo da tecnologia disponível na segunda metade da década de 1960.
Leitura altamente recomendada para quem deseja entender melhor a história inicial do programa espacial dos Estados Unidos.
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| Capa do livro. |
Uma pergunta pertinente é: por que a Índia conseguiu feitos desta magnitude e nós, no Brasil, não? Índia e Brasil possuíam programas espaciais em níveis comparáveis de desenvolvimento no início dos anos 1980. Justificativas simplistas para o hiato atual podem estar associadas à aplicabilidade do programa de foguetes indiano:
Necessidades militares: A Índia e o Paquistão estão em estado permanente de tensão desde 1947. Ambos os países possuem armas nucleares, e os foguetes são uma ferramenta eficiente para a entrega dessas armas.
"Soft power": As conquistas do programa espacial demonstram ao mundo a independência científica e tecnológica do país, reforçando a autoestima nacional.
Abaixo, apresento um vídeo do lançamento da sonda Chandrayaan-2.
Se tivéssemos lançado nosso primeiro satélite utilizando meios próprios na década de 1990, com um financiamento constante, poderíamos ter dezenas de satélites em órbita e, provavelmente, estaríamos lançando sondas espaciais para a Lua ou Marte nos dias de hoje.
Espero ainda ver o Brasil integrando o seleto grupo de nações que explora a "fronteira final", algo que certamente ajudaria a superar o complexo crônico de inferioridade que, infelizmente, domina o imaginário de boa parte dos brasileiros.
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O sistema Terra-Lua esta no centro da imagem, dentro
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Esta postagem tem um caráter de reflexão e registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022, enviei uma...