Vi a série Cosmos, de Carl Sagan, em diversas reprises exibidas pela Rede Globo ao longo dos anos 1980. A forma como apresentava a Astronomia mudou minha trajetória: tornei-me bacharel em Astronomia pela conexão com o universo que essa série despertou em mim.
Hoje, porém, revejo Cosmos com certa reserva quanto ao tom político e à narrativa, por vezes ufanista. Incomoda a exaltação de colonizadores europeus como heróis iluministas, sem o devido contexto de dominação e violência. Não atribuo má-fé a Sagan; entendo isso como reflexo da cultura científica do século XX. Por coincidência, acabei seguindo para as ciências planetárias, área em que Sagan também atuou.
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