domingo, 18 de fevereiro de 2018

Pôr do Sol na Ponta de Humaitá

Alguns imagens de um belo pôr do sol registrado com um Iphone 4S, entre 17:52 e 18:14 (UT - 3h) do dia 11-02-2018, na Ponta de Humaitá, ponto turístico de Salvador. A açao do espalhamento Rayleigh é a possível causa do tom avermelhado do céu. Provavelmente, há partículas de poeira ou poluição em suspensão, cujas dimensões são menores do que os comprimentos de onda da banda "vermelha" do espectro solar visível. 






sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Powerpoint do Cometa Halley

Adjetivos empregados para descrever o cometa 1P/Halley em artigos publicados em 1910, no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro.



Afirmo que o cometa Halley é um fator importante no despertar do interesse da humanidade por esses corpos celestes. Chego a essa conclusão com base em evidências empíricas, como o grande porte de seu núcleo e a pequena distância à Terra, que resultam em brilho intenso, e não por convicções pessoais. O rigor da análise não pode ser substituído pela força de narrativas.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Teen Titans explicam como dominar o mundo (sem dar um tiro!)

Interessante episódio da série animada Teen Titans Go!, que mostra, de forma satírica, como pessoas ou grupos econômicos podem recorrer a relações pouco transparentes com políticos e meios de comunicação para alcançar seus objetivos.

Teoria conspiratória? Cabe a você, leitor, avaliar até que ponto situações semelhantes podem ocorrer no Brasil ou mesmo em grandes potências, como os Estados Unidos.



domingo, 17 de dezembro de 2017

Uma notícia de jornal

A nota abaixo foi publicada no jornal A Notícia, de Salvador (BA), em 15 de maio de 1915:


Provavelmente, muitos dos habitantes de Monte Alto que observaram aquele objeto nunca chegaram a saber qual cometa estavam vendo. Com as informações astronômicas hoje disponíveis, entretanto, é possível identificar como candidato mais provável o C/1915 C1 (Mellish), descoberto em 10 de fevereiro de 1915 pelo astrônomo amador e construtor de telescópios estadunidense John E. Mellish.

Naquele mês de maio, o cometa estava aumentando rapidamente de brilho. Observações da época mostram que ele já era visível a olho nu e alcançou aproximadamente magnitude 3,5 por volta de 21 de maio.

É interessante notar a comparação com o 1P/Halley feita pelos observadores. A espetacular aparição do Halley em 1910 havia ocorrido apenas cinco anos antes e certamente ainda estava presente na memória popular.

A referência ao 3D/Biela feita pelo autor da nota também é compreensível. O Biela havia se tornado um dos cometas mais célebres do século XIX após sua fragmentação em dois componentes, observados separadamente em 1846 e novamente em 1852. O episódio teve ampla repercussão na astronomia da época e permaneceu presente durante décadas em obras de divulgação e astronomia popular.

Há ainda uma coincidência particularmente interessante. Hoje sabemos que o próprio cometa Mellish também estava passando por um processo de fragmentação justamente naquele período. Em 12 de maio de 1915, o astrônomo Edward Emerson Barnard observou dois pequenos companheiros junto ao núcleo principal; poucos dias depois, outros observadores registraram novos fragmentos. Assim, enquanto o jornal baiano perguntava se o objeto visto em Monte Alto seria “Biela ou Halley”, o provável cometa observado apresentava, de fato, um comportamento semelhante ao que tornara Biela famoso no século XIX.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Big, Bigger, Biggest - Telescópio

Interessante episódio da série britânica Big, Bigger, Biggest, exibida pelo National Geographic Channel, dedicado aos telescópios. O programa apresenta seis avanços tecnológicos que contribuíram para a construção de grandes instrumentos modernos, culminando no Large Binocular Telescope (LBT).

Considero o episódio bastante didático, especialmente por mostrar, por meio de experimentos simples, alguns princípios envolvidos na interação da luz com as superfícies ópticas e os efeitos do ambiente sobre o desempenho dos telescópios.

Outro ponto interessante são as curiosidades históricas relacionadas à construção de alguns desses instrumentos. Entre elas está o transporte ferroviário do gigantesco espelho de 200 polegadas do telescópio Hale, fabricado pela Corning Glass Works, no estado de Nova York, e levado de trem até Pasadena, na Califórnia, em 1936. O espelho viajou em um vagão especialmente preparado e protegido, inclusive com vidro à prova de balas, devido ao receio de vandalismo durante a longa viagem através dos Estados Unidos.

Só não concordei inteiramente com a forma como o programa apresentou a contribuição do telescópio soviético BTA-6. No episódio, sua importância aparece associada principalmente ao controle térmico da cúpula. Entretanto, uma contribuição tecnológica ainda mais importante foi o emprego de uma montagem altazimutal com rastreamento controlado por computador.

Quando entrou em operação, em 1975, o BTA-6, com seu espelho de 6 metros, era o maior telescópio óptico do mundo. Mais importante do ponto de vista da engenharia, foi o primeiro grande telescópio construído com esse tipo de montagem computadorizada. A solução permitia estruturas mecanicamente mais simples do que as enormes montagens equatoriais utilizadas anteriormente, embora exigisse controle computadorizado contínuo e compensação da rotação do campo.

Essa arquitetura tornou-se posteriormente padrão nos grandes telescópios modernos. O próprio LBT utiliza uma montagem altazimutal comum aos seus dois espelhos de 8,4 metros. Nesse sentido, a contribuição tecnológica representada pelo BTA-6 merece destaque maior do que o apresentado no programa.


Card de abertura da série. Fonte: Wikipedia.

Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...