Muitos asteroides com dimensões entre algumas centenas de metros e alguns quilômetros podem apresentar uma estrutura do tipo rubble pile, isto é, um aglomerado de fragmentos rochosos mantidos unidos principalmente pela própria gravidade. O atrito e pequenas forças de coesão entre os fragmentos também podem contribuir para a estabilidade desses corpos.
Uma das principais evidências observacionais para esse tipo de estrutura é o chamado spin barrier. Para asteroides maiores que aproximadamente 200–250 metros, observa-se uma forte escassez de períodos de rotação inferiores a cerca de 2,2 horas. Em um corpo constituído por um agregado pouco coeso, rotações muito rápidas podem favorecer a perda de material, deformações ou mesmo a ruptura do objeto.
Existem exceções a esse limite, indicando que alguns asteroides possuem coesão interna suficiente para suportar velocidades de rotação maiores.
As imagens abaixo ilustram esse conceito:
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Monte de brita no canteiro da Av. Juracy Magalhães Jr. Imagem obtida em 20/12/2022, que inspirou esta postagem. |
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| Rotação do asteroide Itokawa. Fonte: JAXA. |
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| Rotação do asteroide Bennu. Fonte: NASA. |
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| Rotação do asteroide Ryugu. Fonte: JAXA. |
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