domingo, 13 de janeiro de 2013

Astronomia em Aparecida do Norte (SP)

Imagens de um relógio solar no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, estado de São Paulo. Este instrumento foi projetado pelo polímata Félix Aguiar. O registro foi obtido em 05-01-2013.







sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SN 2013E

Imagem CCD LRGB da supernova PSN J10000552-3414013 (seta) na galáxia IC-2532. O registro foi obtido com o telescópio "dome 2" do Observatório Slooh das Ilhas Canárias. A magnitude do objeto na ocasião da obtenção da imagem era em torno de 14,2.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

262P/2012 K2 (McNaught-Russell)

Imagem CCD LRGB do cometa McNaught-Russell obtida no Telescópio "Dome 2" do Observatório Slooh das Ilhas Canárias. Na ocasião, o objeto possuia magnitude estimada em 10,5.



Corveta "Cabloco" navegando na Baia de Todos os Santos

Corveta "Cabloco", registrada em julho de 2012, navegando na Baia de Todos os Santos. Este navio fez o resgate de parte dos restos do Air France vôo 447 em 2009. As imagens foram obtidas na Ponta de Humaitá em Salvador.





quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Porque o mundo não vai acabar - comentário de uma especialista em calendário Maia

Hoje, no telejornal regional Bahia Meio Dia, uma especialista em calendário maia apresentou uma explicação sobre por que o mundo não teria acabado em 21 de dezembro de 2012. Segundo ela, em vez do fim do mundo, teria ocorrido uma “sincronização galáctica”, envolvendo um suposto alinhamento da Terra com as Plêiades e com Alcione, uma das estrelas desse aglomerado. Esse fenômeno estaria relacionado a ejeções de massa coronal pelo Sol e à produção de ondas eletromagnéticas, entre outros efeitos.

Como astrônomo, considero preocupante que afirmações desse tipo sejam apresentadas em uma reportagem sem a necessária contextualização científica. Em vez de esclarecer o público sobre o que de fato ocorre no Sistema Solar, a matéria acabou reforçando interpretações místicas de fenômenos astronômicos.

As Plêiades são um aglomerado estelar situado a aproximadamente 450 anos-luz da Terra. Não existe mecanismo físico conhecido pelo qual um alinhamento aparente entre a Terra, o Sol e esse aglomerado possa desencadear ejeções de massa coronal. Esses eventos são produzidos pela dinâmica do plasma e dos campos magnéticos do próprio Sol.

Mesmo a influência gravitacional das Plêiades sobre o Sistema Solar é extremamente pequena devido à enorme distância que nos separa do aglomerado. Um alinhamento observado no céu é essencialmente uma configuração geométrica de nossa linha de visada e não implica qualquer interação física especial entre os corpos envolvidos.

O problema não está em entrevistar pessoas que defendam interpretações místicas ou esotéricas. O problema surge quando essas afirmações são apresentadas sem que o público seja informado de que não possuem sustentação na astronomia ou na física conhecidas.

Esse tipo de reportagem chama a atenção para a importância da alfabetização científica e do pensamento crítico. Distinguir uma explicação científica, que pode ser confrontada com observações e experimentos, de uma afirmação sem evidências é fundamental não apenas para compreender a astronomia, mas para avaliar informações de maneira crítica em geral.


Aviso: As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade exclusiva do autor. As críticas apresentadas referem-se a ideias, afirmações e conteúdos divulgados publicamente e têm caráter opinativo e de divulgação científica.

Minha Vivência com o Colonialismo Cultural na Ciência

Esta postagem tem um caráter de reflexão e de registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022...