Em 14 de dezembro de 2013, a China tornou-se o terceiro país a realizar um pouso suave de uma espaçonave na superfície lunar. Isso não acontecia desde 1976, com a missão soviética Luna 24. A sonda Chang'e 3 levou o rover Yutu, de cerca de 140 kg, que pousou no norte do Mare Imbrium.
O programa espacial chinês recebeu forte influência e assistência tecnológica soviética em seus primeiros anos, até o rompimento sino-soviético. Décadas depois, a cooperação com a Rússia voltou a ter importância. A nave tripulada Shenzhou, por exemplo, apresenta clara influência da arquitetura da Soyuz, embora tenha sido desenvolvida e modificada pela China.
Creio que podemos esperar façanhas ainda mais espetaculares nos próximos anos. A China possui um programa espacial sustentado por recursos consideráveis e por uma forte motivação científica, tecnológica e geopolítica.
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