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| SN 2012A (seta) |
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| SN 2012A - Evolução do brilho. Imagens alinhadas com o software IRIS. |
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| SN 2012A (seta) |
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| SN 2012A - Evolução do brilho. Imagens alinhadas com o software IRIS. |
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| Imagem original. A Nova é indicada pela seta. |
Vídeo com simulação em computação gráfica do lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, Brasil. Os dois primeiros lançamentos falharam durante o voo. Um terceiro protótipo, previsto para agosto de 2003, foi destruído antes do lançamento, após a ignição prematura e um incêndio na plataforma, que matou 21 técnicos. Em 2016, o projeto VLS-1 foi encerrado, e a prioridade passou para o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), de menor capacidade de carga e ainda em desenvolvimento.
A chamada Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), da qual o VLS fazia parte, é frequentemente citada como exemplo do baixo grau de continuidade de políticas públicas para ciência e tecnologia no país. Além de limitações internas de gestão e financiamento, houve também influência de restrições e pressões externas sobre tecnologias sensíveis. Com investimento consistente e continuidade institucional, o Brasil poderia ter alcançado autonomia maior em lançamentos e ampliado sua capacidade de missões científicas.
A órbita calculada do bólido observado no sudeste do Brasil em 21 de abril de 2012 (UTC) foi estimada com base em vídeos obtidos em Campos dos Goytacazes (RJ) e Belo Horizonte (MG). Ambos os vídeos aparentam ter sido registrados com câmeras de celulares, o que impõe algumas limitações quanto à precisão das medidas de posição no céu.
A órbita resultante é hiperbólica, ou seja, indicaria um objeto vindo de fora do Sistema Solar. No entanto, é importante destacar que essa excentricidade pode estar superestimada. Isso porque a variação de altura e azimute do meteoro em Belo Horizonte foi muito pequena, e está na mesma ordem de grandeza do erro esperado nas estimativas feitas a partir de vídeos não calibrados. Em outras palavras, o próprio limite da precisão dos dados pode ter distorcido um pouco a solução orbital final.
A trajetória atmosférica e os elementos orbitais foram calculados com o auxílio do programa "Fireball", que utiliza as posições angulares observadas a partir de diferentes localidades para reconstruir a trajetória do meteoro e estimar sua órbita em torno do Sol. O resultado mostra que o ponto de maior aproximação do objeto ao Sol (o periélio) coincidiu com a distância média da Terra ao Sol (cerca de 1 unidade astronômica), o que justifica o fato de o encontro com o planeta ter ocorrido.
Tudo indica que o meteoroide pode ter sido do tipo "Earth-grazing", ou seja, um corpo que apenas tocou a alta atmosfera da Terra e retornou ao espaço, sem colidir com o solo. Esse tipo de evento é raro, mas já foi registrado antes, como no famoso "Great Daylight Fireball" de 1972, que atravessou a atmosfera dos Estados Unidos em plena luz do dia. No caso brasileiro, a altitude mínima estimada foi de 74,5 km, o que reforça a hipótese de que os fragmentos do objeto não chegaram a atingir o solo.
Embora os resultados sejam compatíveis com um meteoroide que cruzou a atmosfera e voltou ao espaço, é importante lembrar que a precisão desses cálculos depende diretamente da qualidade dos dados disponíveis. Como os vídeos foram feitos com equipamentos não científicos e em condições variáveis, os resultados devem ser interpretados com cautela. Mesmo assim, os dados obtidos são valiosos e ajudam a entender melhor a dinâmica desses raros encontros com a Terra.
Esta postagem tem um caráter de reflexão e registro para futuras gerações de cientistas brasileiros. Em 15 de dezembro de 2022, enviei uma...