Imagem RGB do cometa 12P/Pons-Brooks obtida em 19/11/2023 UT, no Observatório Otívar, na Andaluzia, Espanha. A composição foi feita a partir de uma sequência BVR, usando o filtro R no canal vermelho, o filtro V no canal verde e o filtro B no canal azul.
Diário de um Astrônomo
Blog de divulgação científica em Astronomia e ciências afins, com textos sobre observação do céu, astrofotografia, ensino de Astronomia, tecnologia e curiosidades do cotidiano.
sábado, 15 de agosto de 2026
12P/Pons-Brooks após o outburst de novembro de 2023
domingo, 9 de agosto de 2026
Um adendo à Escala de Kardashev: energia, eficiência e megaestruturas
Excelente vídeo do canal Central Pandora sobre megaestruturas na ficção científica. O único adendo que eu faria é que a escala original de Kardashev vai apenas do tipo I ao III. Civilizações capazes de utilizar a energia de aglomerados de galáxias ou de todo o Universo são extensões posteriores da escala, populares sobretudo em vídeos mais sensacionalistas, mas não fazem parte da proposta original de Kardashev.
A escala surgiu no contexto das primeiras discussões sobre a possibilidade de detectar civilizações tecnologicamente avançadas. Na mesma época, Kardashev chegou a considerar a fonte CTA 102, então ainda pouco compreendida, como possível manifestação de uma civilização extraterrestre. Posteriormente, ela foi identificada como um quasar.
Há também uma limitação conceitual importante: a escala associa o avanço tecnológico ao consumo de quantidades cada vez maiores de energia. A evolução da microeletrônica mostra, porém, que o desenvolvimento tecnológico também pode ocorrer pelo aumento da eficiência energética, reduzindo a necessidade de megaestruturas.
Além disso, levantamentos no infravermelho já procuraram assinaturas do calor residual esperado de civilizações dos tipos II e III, sem encontrar até hoje evidências convincentes. Os candidatos identificados permanecem não confirmados e, em muitos casos, apresentam explicações naturais plausíveis.
sábado, 8 de agosto de 2026
Meteoro brilhante é registrado pela câmera all-sky do Planetário da UFBA
Na noite de 9 de julho de 2026, às 19h22, a câmera de monitoramento do céu do Planetário da UFBA registrou um meteoro brilhante sobre Salvador.
A trilha percorreu cerca de 69° no céu, e o brilho máximo foi estimado em magnitude −6 ou mais brilhante. Isso significa que o meteoro chegou a ser mais de três vezes mais brilhante que Vênus em seu brilho máximo, embora ainda muito menos brilhante que a Lua cheia.
A análise da trajetória não indicou associação segura com nenhuma chuva de meteoros ativa no período. Por isso, até o momento, o evento é classificado como um meteoro esporádico.
domingo, 2 de agosto de 2026
Uma visitante inesperada na câmera do Planetário
Durante a verificação dos registros da câmera do Planetário da UFBA, buscou-se identificar possíveis meteoros associados às chuvas Alfa-Capricornídeas e Delta-Aquáridas do Sul. Nenhum evento foi detectado, provavelmente em razão do tempo ruim, da magnitude-limite da câmera e do fato de o equipamento realizar exposições em intervalos regulares, o que pode fazer com que alguns meteoros ocorram entre uma imagem e outra.
Em compensação, foi registrada uma visitante inesperada: uma provável lagartixa-doméstica-tropical, Hemidactylus mabouia, empoleirada sobre o domo da câmera.
O animal permaneceu no local por cerca de 18 minutos. Não se sabe o que o levou a subir até aquele ponto, mas é preciso reconhecer que houve bastante esforço para conquistar seus minutos de fama.
domingo, 19 de julho de 2026
Cometas 12P/Pons–Brooks e 168P/Hergenrother após episódios de outburst
Imagens RGB produzidas a partir de observações CCD realizadas com telescópios robóticos localizados na Espanha, mostrando os cometas 12P/Pons–Brooks e 168P/Hergenrother após episódios de outburst.
Embora os dois eventos tenham a mesma classificação geral, o comportamento fotométrico das comas foi distinto. No 12P, os índices de cor B−V e V−R apresentaram variações acompanhadas de grande dispersão. O índice B−V não exibiu uma tendência monotônica clara, enquanto V−R sugeriu uma fase temporariamente mais avermelhada.
No 168P, observado entre 6 de outubro e 4 de novembro de 2012, os índices B−V e V−R permaneceram praticamente constantes e sistematicamente mais vermelhos que os valores solares, apesar da forte diminuição do brilho após o outburst.
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12P/Pons–Brooks — Imagem RGB obtida em 25 de julho de 2023 (UT), no Observatório Otivar, Andaluzia, Espanha. |
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